Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Monsenhor Marcos Pavan : Diretor de Coro do Vaticano participa de evento em Belém


Neste final de semana, de 14 a 16 de agosto, Belém recebe a visita do Monsenhor Marcos Pavan, atual Magister Puerorum (maestro das vozes brancas) do coro da Capela Musical Pontifícia “Sistina”, do Vaticano. O regente, que é brasileiro, irá participar do Encontro Internacional de Canto Gregoriano de Belém, promovido pelo Grupo de Estudos Nossa Senhora de Nazaré e pela Escola de Música da Universidade Federal do Pará (Emufpa), com o apoio do Fórum Landi e da Pró-Reitoria de Relações Internacionais da UFPA (Prointer).
O evento busca incentivar e divulgar a prática do Canto Gregoriano ou Canto Chão, expressão musical oficial da Igreja Católica, e contará com oficina ministrada por Mons. Marcos Pavan; palestra do pesquisador André Gaby, da UFPA; e com Apresentação de Canto Gregoriano seguida de missa cantada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
Canto oficial da Igreja - “O canto gregoriano é o canto próprio da liturgia da Igreja Católica, segundo o documento Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II e tem como característica o fato de ser entonado em latim, por uma só voz e sem acompanhamento instrumental. Ele recebe este nome em razão da tradição, que narra que o Papa Gregório I, Gregório Magno, teria sido o autor deste repertório, fato já questionado pelos pesquisadores da área”, explica André Gaby, coordenador do evento e pesquisador do Canto Gregoriano no Pará.
André Gaby coordena, ainda, o Projeto de Extensão Resgate e Difusão da Prática do Canto Chão no Pará/ EMUFPA. “Este é o segundo projeto que mantemos. A primeira versão tinha como objetivo montar um coro, o qual, agora, já possui dois anos de existência. Este novo projeto busca divulgar a prática musical gregoriana e sua importância histórica e cultural no Estado”.
Livro escrito no Pará no século XVIII foi lançado na Europa - O pesquisador revela que a história do Canto Gregoriano no Pará ainda é inexplorada. “Sabemos, graças às pesquisas de Vicente Salles, que um monge paraense escreveu um livro de Canto Gregoriano em 1780, em Belém, e o material foi publicado em Portugal, apesar de o monge ser Mercedário, uma ordem religiosa espanhola. Como essa relação entre Espanha e Portugal aconteceu? Qual foi a motivação do monge João da Veiga em compilar um livro de Canto Chão em uma Colônia? Essa história, ainda inédita, precisa ser explorada e tentarei abordá-la em breve na minha tese de doutorado.”
Às vésperas dos 400 anos de Belém, ainda há muito sobre a história da cidade a ser divulgado. “Poucos sabem que todos os domingos há uma missa celebrada em latim, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com canto gregoriano, seguindo a tradição católica, de maneira muito semelhante ao mesmo rito compilado, na Idade Média, por Gregório Magno. Incorporamos esta missa à programação do evento por sua importância. Assim, todos estão convidados a conferir, neste domingo, 16, a apresentação de Gregoriano com o coro “Ad te levavi” e missa cantada com o coro ‘Fides ex Auditu’, cuja tradução significa: ‘A fé vem pelo ouvido’”.
Serviço:
Confira aqui a programação completa do Encontro Internacional de Canto Gregoriano de Belém.
Realização de 14 a 16 de agosto, na Escola de Música da UFPA.
Inscrições e informações, acesse aqui.
>> Domingo, 16 de agosto, a partir das 10h, Apresentação de Canto Gregoriano: Schola Gregoriana “Ad te levavi”, seguida de Missa Cantada na Forma Extraordinária do Rito Romano na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com participação do Coro “Fides ex Auditu”, programação inteira com regência do Mons. Marcos Pavan, na Tv. Padre Prudêncio, nº 314.
Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Divulgação

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nossa Senhora do Carmo


Dom Fernando Rifan

       Celebraremos a festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo, devoção antiquíssima na Igreja, muito difundida pelo uso do Escapulário em sua honra.
       Quase na divisa com o Líbano, o monte Carmelo, com 600 metros de altitude, situa-se na terra de Israel. “Carmo”, em hebraico, significa “vinha” e “El” significa “Senhor”, donde Carmelo significa a vinha do Senhor. Ali se refugiou o profeta Elias, que lá realizou grandes prodígios, e depois o seu sucessor, Eliseu. Eles reuniram no monte Carmelo os seus discípulos e com eles viviam em ermidas. Na pequena nuvem portadora da chuva após a grande seca, Elias viu simbolicamente Maria, a futura mãe do Messias esperado.
        Assim, Maria foi venerada profeticamente por esses eremitas e, depois da vinda de Cristo, por seus sucessores cristãos, como Nossa Senhora do Monte Carmelo.
     No século XII, os muçulmanos conquistaram a Terra Santa e começaram a perseguir os cristãos, entre eles os eremitas do Monte Carmelo, muitos dos quais fugiram para a Europa. No ano 1241, o Barão de Grey da Inglaterra retornava das Cruzadas com os exércitos cristãos, convocados para defender e proteger contra os muçulmanos os peregrinos dos Lugares Santos, e trouxe consigo um grupo de religiosos do Monte Carmelo, doando-lhes uma casa no povoado de Aylesford. Juntou-se a eles um eremita chamado Simão Stock, inglês de família ilustre do condado de Kent. De tal modo se distinguiu na vida religiosa, que os Carmelitas o elegeram como Superior Geral da Ordem, que já se espalhara pela Europa.
    No dia 16 de julho de 1251, no seu convento de Cambridge, na Inglaterra, rezava insistentemente o santo para que Nossa Senhora lhe desse um sinal do seu maternal carinho para com a Ordem do Carmo, por ela tão amada, mas então muito perseguida. A Virgem Santíssima ouviu essas preces fervorosas de São Simão Stock, dando-lhe, como prova do seu carinho e de seu amor por aquela Ordem, o Escapulário marrom, como veste de proteção, fazendo-lhe a célebre e consoladora promessa: “Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo aquele que morrer com este Escapulário será preservado do fogo eterno. É, pois, um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção”. O Papa Pio XII, na carta dirigida a todos os carmelitas, em 11 de fevereiro de 1950, escreveu que entre as manifestações da devoção à Santíssima Virgem “devemos colocar em primeiro lugar a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo que, pela sua simplicidade, ao alcance de todos, e pelos abundantes frutos de santificação, se encontra extensamente divulgada entre os fiéis cristãos”. Mas faz uma advertência sobre sua eficácia, para que não seja usado como superstição: “O sagrado Escapulário, como veste mariana, é penhor e sinal da proteção de Deus; mas não julgue quem o usar poder conseguir a vida eterna, abandonando-se à indolência e à preguiça espiritual”. 

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A morte


Por Edouard Clerc


Por mais que não pensemos nela, cedo ou tarde todos teremos de enfrentar-nos com a morte. Por isso, importa estar sempre preparado para esse momento, sem, contudo, viver numa paranóia contínua. O ponto é que a morte, para o cristão, é um encontro.













PENSAR NA MORTE

É necessário pensar na morte, evitando, por outro lado, que se torne uma idéia fixa, pois pensar nela o tempo todo é doentio ou, pelo menos, negativo. Positivo é desejar a Vida Eterna como um fim que presida a toda a vida terrena. A morte será, assim, o meio de alcançarmos a verdadeira vida, para a qual fomos criados.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Padre Almir de Andrade na Amazônia

Em uma parte da Amazônia, o tempo parece ter parado há 50 anos.
No povoado de Jacarequara, municípo do Acará, distante aproximadamente 60 kms. de Belém, Padre Almir de Andrade celebrou novamente a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano.

Ele repetiu na  Santa Missa algumas orações que as velhas senhoras ensinam a seus filhos e ainda hoje rezam, em um latim próprio, mais perto do som de que de seu real significado.
Ao reconhecerem a volta do antigo rito, uma forte emoção preencheu o lugar em atmosfera de reencontro com o sagrado.

Devido a sua distância e a dificuldade de contato com a capital do estado do Pará, a vila de Jaquarequara ficou isolada dos ventos vindos da primavera da modernidade.
Talvez por isso o povo tenha mantido sua fé, renovando-a anualmente através de procissões em homenagem a Nossa Senhora do Carmo,padroeira da localidade.

Poucos padres aparecem por lá, menos ainda assistência do setor público do Brasil. O acesso, antes somente possível via fluvial, é agora também disponível através de estrada por ramais de terra batida.

As religiões protestantes tem buscado a conquista daquelas almas com algum sucesso, mas tem fracassado na comunidade de Jacarequara pela devoção que o povo mantém a Nossa Senhora. Um caso de milagre de devoção comparável ao grandes feitos católicos de outrora.

Na manhã do dia 05 de Julho de 2015, em um pequeno povoado no meio da floresta amazônica, ouviu-se novamente o padre entoar "Introibo ad altare Dei" e o povo responder: "Ad Deum qui laetificat juventutem meam".

Nem tudo está perdido....






sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Gravidade dos Pecados do Padre


Fonte: Dominus Est

É extremamente grave o pecado do padre, porque peca com pleno conhecimento: sabem bem o mal que faz. Ensina Santo Tomás que o pecado dos fiéis é mais grave que o dos infiéis, precisamente porque os fiéis conhecem melhor a verdade; ora, as luzes dum simples fiel são bem inferiores às de um sacerdote. O padre é tão instruído na lei de Deus, que a ensina aos outros: Porque os lábios do sacerdote hão de guardar a ciência, e é da sua boca que os outros aprenderão a lei.

É muito grave o pecado de quem conhece a lei, porque de nenhum modo pode desculpar-se com a ignorância. Pecam os pobres seculares, mas no meio das trevas do mundo, afastados dos sacramentos, pouco instruídos nas coisas espirituais, envolvidos nos negócios do século. Como apenas têm um fraco conhecimento de Deus, não vêem bem o mal que fazem, pecando: sagittant in obscuro, — arremessam as suas frechas na obscuridade como diz Davi.

Os padres ao contrário estão cheios de luz, pois eles mesmo são os luzeiros destinados a alumiar os outros: Vós sois o luz do mundo. Sem dúvida, devem os padres estar muito instruídos, depois de terem lido tantos livros, ouvido tantos sermões, feito tantas meditações e recebido dos seus superiores tantos avisos! Numa palavra, foi-lhes dado conhecer a fundo os divinos mistérios. Sabem pois perfeitamente quanto Deus merece ser servido e amado, conhecem a malícia do pecado mortal, que é um inimigo tão contrário a Deus que, se Deus pudesse ser aniquilado, o seria por um só pecado mortal, como ensina S. Bernardo: “O pecado tende a destruir a divina bondade”; e noutro lugar: “O pecado, quanto lhe é possível, aniquila a Deus”. Diz o autor da Obra imperfeita que o pecador, tanto quanto depende da sua vontade, faz morrer Deus”.

De fato, ajunta o Pe. Medina, o pecado mortal tanto desonra e desagrada a Deus que, se Deus fosse susceptível de tristeza, o pecado o faria morrer de pura dor. Tudo isso sabe o padre muito bem, e conhece por igual a obrigação em que está, como padre, cumulado de benefícios de Deus, de o servir e amar. Assim, diz S. Gregório, quanto melhor vê a enormidade da injúria que faz a Deus, pecando, mais grave é o seu pecado. Todo o pecado da parte do padre é um pecado de malícia, semelhante ao dos anjos, que pecaram na presença da luz. É ele o anjo do Senhor, diz S. Bernardo, falando do padre, e de certo modo peca no Céu, pecando no estado eclesiástico. Peca no meio da luz, o que faz que o seu pecado, como fica dito, seja um pecado de malícia: não pode pois alegar ignorância, porque sabe que mal é o pecado mortal; também não pode alegar fraqueza, porque conhece os recursos para se tornar forte, se quiser valer-se deles. Se o não quer, a culpa é sua: Não quis entender para praticar o bem. Pecado de malícia, diz Sta. Teresa, é aquele a que o pecador se decide cientemente; e afirma noutro lugar que todo o pecado de malícia é pecado contra o Espírito Santo. 

terça-feira, 16 de junho de 2015

O catolicismo é uma religião de combate




















“E não me digas que não queres combater; porque no instante mesmo em que mo dizes, estás combatendo; nem que ignoras para que lado te inclinares, porque no momento mesmo em que isso dizes, já te inclinaste para um lado; nem me afirmes que queres ser neutro, porque quando pensas sê-lo, já não o és; nem me assegures que permanecerás indiferente, porque te desprezarei, dado que, ao pronunciares essa palavra, já tomaste teu partido. Não te canses em buscar asilo seguro contra os açoites da guerra, porque te cansas em vão; essa guerra se expande tanto como o espaço, e se prolonga tanto como o tempo. Só na eternidade, pátria dos justos, podes encontrar descanso; porque só ali não há combate; não presumas, contudo, que se abram para ti as portas da eternidade se não mostras antes as cicatrizes que levas; aquelas portas não se abrem senão para os que combateram aqui os combates do Senhor gloriosamente, e para os que vão, como o Senhor, crucificados.”
(Juan Donoso Cortés, Ensayo sobre el Catolicismo, Liberalismo y Socialismo)

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Corpus Christi















Dom Fernando Arêas Rifan*

            Amanhã celebraremos com toda a Igreja a solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, ou Corpus Christi.
            A belíssima catedral gótica de Orvieto, na Itália, que já visitei, conserva o relicário com o corporal sobre o qual caíram gotas de sangue da Hóstia Consagrada, durante a Santa Missa, celebrada em Bolsena, cidade próxima, onde vivia Santo Tomás de Aquino, que testemunhou o milagre. Estamos no século XIII. O Papa Urbano IV, que residia em Orvieto, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto, em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi (o Corpo de Cristo)”. O Papa prescreveu então, em 1264, que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo de Deus, sendo Santo Tomás de Aquino encarregado de compor o texto da Liturgia dessa festa. O Papa, que havia sido arcediago de Liège, na Bélgica e conhecido Santa Juliana de Mont Cornillon, atendia assim ao desejo manifestado pelo próprio Jesus a essa religiosa, pedindo uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. Em 1247, em Liège, já havia sido realizada a primeira procissão eucarística, como festa diocesana, sendo estabelecida mundialmente pelo Papa Clemente V, que confirmou a Bula de Urbano IV. Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas. 

Reflexões introdutórias sobre a crise atual na Igreja Católica

Introdução


I. Toda pesquisa acadêmica deve ter relevância social. Encontrar esta relevância não é difícil para o teólogo alemão Joseph Ratzinger (1927 -), pois suas reflexões são bem voltadas ao ser humano, que é tão necessitado de respostas às suas indagações existenciais. Acerta, portanto, o especialista em Ratzinger, Pablo B. Sarto (1964 -), teólogo espanhol, quando diz que a teologia do erudito alemão é“... con-teologia, uma teologia em diálogo com a Igreja, a história e a realidade.” [1]Isso faz com que as questões levantadas por Ratzinger tenham relevância social e ele não seja considerado “... um intelectual trancado em sua torre de marfim.” [2]
II. Umas das questões que Joseph Ratzinger (1927 -) percebeu no contexto religioso de nosso tempo foi uma profunda crise. Aqui cabe citar o seu raciocínio:(1) Ele assume que vivemos em uma época ainda religiosa, (2) Ele percebe uma profunda crise dessa natureza, (3) Logo, ele encontra a base para a relevância social de sua pesquisa quando aponta os motivos da crise, e quando indica uma possível solução para ela. Neste texto explicarei o que Ratzinger afirma ser a crise da Igreja; mas, antes, é preciso afirmar que, segundo ele, os momentos de crise devem ser aproveitados como tempos de reflexão, no qual buscamos soluções para nossos dilemas. Ao comentar sobre a atual crise mundial, Ratzinger escreve:“A crise obriga-nos a projetar de novo o nosso caminho, a impor-nos regras novas e encontrar novas formas de compromisso, a apostar em experiências positivas e rejeitar as negativas. Assim, a crise torna-se ocasião de discernimento e elaboração de nova planificação.” [3]

terça-feira, 2 de junho de 2015

Diferenças














Por Dom Fernando Rifan

Alguns questionam a diferença entre o que diz Dom Fernando Rifan e o que dizia antes o Padre Rifan.
Isso já foi muitas vezes explicado por Dom Fernando. O que Dom Fernando ensina hoje está de acordo com o Magistério da Igreja, critério de verdade para todo o católico. No passado, na situação irregular em que estava, muitas afirmações foram feitas que não estavam de acordo com a doutrina do Magistério da Igreja e necessitavam ser corrigidas ou melhoradas, o que tem feito Dom Fernando. Querer jogar o Padre Rifan contra Dom Rifan seria o mesmo que querer jogar São Paulo, quando foi contra a circuncisão, contra o mesmo São Paulo que depois circuncidou Timóteo. 
Aliás, em postagem anterior (A conservação hoje da Missa na forma tradicional), Dom Fernando Rifan já explicou muito bem isso. Vejam alguns trechos: 
Mas, há que se reconhecer e lamentar que, às vezes, em sua adesão e resistência, fizeram-se críticas ilegítimas à reforma litúrgica e se foi além dos limites permitidos pela doutrina católica.
Muitas vezes, na ânsia de defender coisas corretas e sob pressão dos ataques dos opositores, mesmo com reta intenção podem-se cometer erros e exageros que, após um período de maior reflexão, devem ser retificados e corrigidos. São Pio X comentava que no calor da batalha é difícil medir a precisão e o alcance dos golpes. Daí acontecerem faltas ou excessos, compreensíveis, mas incorretos. Erros podem ser compreendidos e explicados, mas não justificados. Santo Tomás de Aquino nos ensina: “Não se pode justificar uma ação má, embora feita com boa intenção”.
Por essa razão, em carta ao Papa de 15/8/2001, os sacerdotes da antiga União Sacerdotal São João Maria Vianney, agora constituída pelo Papa em Administração Apostólica, escreveram: "E se, por acaso, no calor da batalha em defesa da verdade católica, cometemos algum erro ou causamos algum desgosto a Vossa Santidade, embora a nossa intenção tenha sido sempre a de servir à Santa Igreja, humildemente suplicamos o seu paternal perdão"

domingo, 31 de maio de 2015

A cruz de Cristo, medida do mundo

Por John Henry Newman

Quando for levantado da terra,atrairei todos os homens a Mim (Jo 12, 32)
Grande número de homens vive e morre sem jamais ter refletido sobre a situação em que se encontra. Aceitam o lhes chega e seguem as suas inclinações até onde as suas oportunidades lho permitem. Guiam-se principalmente pelo prazer e pela dor, não pela razão, pelos princípios ou pela consciência. Também não tentam interpretar este mundo, determinar o que significa ou reduzir o que vêem e sentem a um sistema. Mas, quando começam a contemplar a situação aparente em que nasceram – quer pela sua mente reflexiva, quer por curiosidade intelectual –, logo chegam à conclusão de que é um labirinto e uma perplexidade. É um enigma que não conseguem resolver. Parece cheia de contradições e desprovida de qualquer desígnio. O que é, como proceder nela, como é o que é, de que modo se pode começar a entendê-la, qual é o nosso destino, tudo são mistérios.


quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pecados Que Bradam Aos Céus Por Vingança











Um trecho marcante de manual de teologia do século passado,  amplamente utilizado nos seminários, diz assim:

"Os pecados que bradam ao céu por vingança são: homicídio intencional, a sodomia, a opressão dos pobres, usurpar dos  trabalhadores de seus salários. Esta categoria de quatro pecados graves não é uma classe dos piores pecados possíveis, pois nenhum deles se opõem diretamente a Deus, mas dos pecados que provocam a ira de Deus de uma forma que nós não atribuímos a Sua ira divina a muitos outros pecados e porque a Sagrada Escritura fala deles como uma classe à parte clamando a Deus por vingança.


Nos quatro pecados mencionados acima, a ofensa é diretamente oposta à natureza e instintos naturais, e, portanto, a ordem neste mundo que Deus teve o supremo cuidado em estabelecer. 

Assim, homicídio doloso é diretamente oposto à soberania de Deus, o único que é dono da vida; sodomia é uma perversão do verdadeiro instinto sexual natural, que é projetado para perpetuar a raça; opressão dos pobres extingue o sentido entranhado de piedade no coração do homem; usurpar os trabalhadores de seus salários é oposto ao instinto social que protege a propriedade dos membros do corpo político. 

É óbvio que esses pecados tendem a destruição da raça humana.  Há claras advertências na Sagrada Escritura em colocar estes quatro pecados em uma classe à parte e considerá-los como crimes hediondos . 

Tal como: "A voz do teu irmão clama a mim desde a terra"; "O clamor de Sodoma e Gomorra é multiplicado, e os seus pecados se tornaram extremamente graves;" "Eu vi a aflição de meu povo no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa do rigor dos que estão sobre as obras; "" Eis o salário dos trabalhadores, que ceifaram as vossas terras e que por meio de fraude, foi retido por você, clama; e o clamor deles entraram nos ouvidos do Senhor dos Sabbaoth "(Gn 4, 10: 18, 20, 19, 13; Êxodo 3, 7; Dt 24, 14; Tg 5, 4...). [Rev. Henry Davis, SJ, Moral e Teologia Pastoral, 4ª ed. (New York: Sheed e Ward, 1943), pp 214-15].

Fonte:http://rorate-caeli.blogspot.com/2015/05/sins-that-tend-to-destruction-of-human.html#more

quarta-feira, 27 de maio de 2015

As Fontes do “Manuscrito”














Dom Fernando Arêas Rifan*

            O meu último artigo – “um manuscrito polêmico” -, na verdade uma crônica em forma de parábola, criada por mim, não sem base na história da Igreja primitiva, nos Evangelhos e nos Atos, com aplicação aos tempos atuais, foi uma forma de mostrar que sempre houve problemas e falhas humanas na Igreja, olhados com bom e com mau espírito. Hoje, como antigamente, diante da crise atual na Igreja e de tantos escândalos e heresias até nos meios eclesiais, muitos católicos se encontram, com razão, perplexos e até desarvorados, com risco de perderem a fé. Alguns, ponderados, sabem entender e distinguir o joio do trigo, o bem e o mal, ficando com o bem e jogando fora e combatendo o mal. Outros atacam tudo, e até a Igreja como tal, caindo no mau espírito de crítica e lançando suspeitas sobre as pessoas.
        Por isso, escrevi aquele artigo, com o fim de reforçar a nossa fé na divindade da Igreja e nunca nos esquecermos da presença contínua do seu Divino Fundador e sua ação divina, através do Divino Espírito Santo, garantia da sua indefectibilidade e infalibilidade: “Eu estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos” (Mt 28,20). A Barca de Pedro nunca afundará (Mt 16,18). Muitos, ao verem-na balançando no meio das tempestades, duvidaram, pularam fora dela e pereceram, enquanto ela continua firme: “esta Sé de São Pedro permanece imune de todo erro, segundo a promessa de Nosso Divino Salvador feita ao Príncipe de Seus Apóstolos: ‘Eu roguei por ti, para que tua Fé não desfaleça; e tu, uma vez convertido, confirma teus irmãos’ (Lc 22,32). Pois este carisma da verdade e da fé, que nunca falta, foi conferido a Pedro e a seus sucessores nesta cátedra...” (Conc. Ecum. Vaticano I, Constituição Dogmática Pastor Aeternus, sobre a Igreja de Cristo).
        As “fontes” do “manuscrito” estão no Novo Testamento. Jesus chamou Judas e permitiu sua presença (Mt 10, 4), porque é bom e misericordioso, dando uma chance de mudança para todos até o final. Os apóstolos, mesmo vendo as ambições de Judas, não imaginavam que ele fosse até à traição.
         A presença de pessoas más na Igreja foi explicada por Jesus na parábola da rede de pesca: “o Reino dos Céus (a Igreja) é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, colheu peixes de todo tipo...”. A separação dos maus dos justos só acontecerá no fim do mundo (Mt 13, 47-50). Na parábola do joio e do trigo, ele reforça a ideia da mistura de bons e maus em sua Igreja, que ele permite até o fim dos tempos (Mt 13, 24-30). Quem desejava uma Igreja feita só de pessoas boas e puras eram os hereges “cátaros”. Quem pensa em uma Igreja só de santos, deve aguardar o Céu.
        Os fariseus sempre criticaram Jesus, sistematicamente, observando-o continuamente para ver se o apanhavam em algum deslize (Lc 6, 7 e Mt 22, 15). Os saduceus eram incrédulos (At 23 8), mas se uniam aos fariseus (Mt 16, 1). Sabe-se que toda comparação claudica e toda parábola é um tanto obscura, nem todos as entendiam. Mas os destinatários entendiam: “os fariseus ouviram as parábolas de Jesus e entenderam que estava falando deles” (Mt 21, 45).
            As divergências na Igreja primitiva são descritas nos Atos dos Apóstolos (At 6,1). “Alguns da seita dos fariseus, que haviam abraçado a fé, protestaram...” (At 15, 5).
        São Paulo combateu os judaizantes, judeus cristãos que queriam que se conservassem as práticas do judaísmo, especialmente a circuncisão, e, por isso, resistiu a Pedro (Gl 2, 11-14). Depois disso, “por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões”, circuncidou Timóteo (At 16,3). As circunstâncias eram diferentes. São Gregório louva a discrição de São Paulo. E São João Crisóstomo, explicando o caso de São Paulo ter circuncidado Timóteo, atribui tantas conversões, que são descritas no versículo 5 desse mesmo capítulo, ao esforço de São Paulo pela concórdia (Cornélio a Lápide, ad rem).
        Ouçamos o conselho do grande São Bento, em sua regra, sobre a maledicência e a crítica de mau espírito: “Há um zelo mau, de amargura, que separa de Deus e conduz ao inferno” (Cap. 72, v.1) “Há caminhos considerados retos pelos homens cujo fim mergulha até o fundo do inferno” (VII, 21).

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

terça-feira, 26 de maio de 2015

Cristão: Somente Sendo Católico















"O único meio de ser cristão é ser católico, quer dizer, de pertencer não somente pelas simpatias e pelas crenças, mas também pela prática aberta e pública, à Igreja Católica, à Igreja governada pelo papa, à única verdadeira comunidade de Jesus Cristo. 

Nunca houve e nunca pode haver senão um único Cristianismo. Se o protestantismo fosse Cristianismo, o Catolicismo não seria o principal. Não é o principal uma questão de forma, mas uma questão de fundo. A instituição de Jesus Cristo não pode ser submetida aos caprichos das pessoas, e o protestante que forja um Cristianismo a sua fantasia não é o verdadeiro Cristianismo, o Cristianismo que Nosso Senhor aportou ao mundo e então confiou o depósito e a difusão à Igreja.
Fez-se em nossos dias um estranho abuso desse glorioso nome de Cristão. Desde o protestante que professa ou rejeita a sua maneira a divindade do Cristo, até o socialista que não vê a liberdade senão na aniquilação da Igreja, toda a multidão dos heréticos é de revolucionários disfarçados de Cristianismo, mas qual Cristianismo!
Ser Cristão é ser Católico; fora dali pode-se ser luterano, calvinista, maometano, mórmon, livre pensador, budista, mas não é, não se pode ser Cristão."
(Mons. Louis-Gaston de Ségur, citando Bossuet, Causeries sur le Protestantisme d’Aujourd’hui)

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Um Manuscrito Polêmico

















Dom Fernando Arêas Rifan*  

            Foi encontrado no Oriente, em escavações arqueológicas, um “manuscrito” em aramaico, dos fins do século I, atribuído a um grupo de cristãos reacionários, oriundos das seitas dos fariseus (críticos radicais) e dos saduceus (incrédulos). Por isso, esse documento, cuja autenticidade ainda está sendo estudada, foi classificado como CrisFarSad I, do qual citamos alguns trechos. O que é interessante é que o texto coincide com muitos fatos narrados nos Evangelhos e nos Atos dos Apóstolos.
            “Em nossa comunidade tem acontecido alguns problemas e desuniões. Respeitamos os Apóstolos, os primeiros discípulos de Jesus, mas questionamos o tal ‘colégio apostólico’, pois, apesar de ter em seu seio muitos homens bons, é conivente com falhas, posições erradas e heterodoxas e com membros deletérios”.
            “O pior deles foi Judas Iscariotes, o avarento que traiu Jesus. Além dele, Pedro é pessoa desqualificada para o cargo, pois, negou conhecer Jesus na hora mais difícil, e, depois de ter sido escolhido como seu representante na terra, vacilou várias vezes, especialmente na questão das nossas tradições judaicas. Simão, o zelotes, ligado aos radicais anti-romanos, é bom. Tiago é o mais firme. Mas todos eles são culpados de cumplicidade e omissão, por terem sido covardes e consentido em seu meio, sem protestar, a presença do traidor. Foram covardes, talvez com medo de perder o cargo”.
            “Um problema crucial aconteceu no último Concílio, reunião dos Apóstolos em Jerusalém, do qual questionamos até a legitimidade, pois ali a divisão ficou patente entre os conservadores, representados por Tiago, e os avançados, cujos porta-vozes foram Paulo e Barnabé, favoráveis a uma abertura aos gentios. Estes dois últimos e sua ala acabaram vencendo, inclusive contrariando a prática de Jesus, que observou as tradições judaicas da circuncisão e do sábado. É por isso que, em nome da nossa tradição e de Jesus, nós resistimos às resoluções desse Concílio”.
            “Além disso, Paulo é reconhecidamente vacilante, um vai-e-vem, pois, depois de ter resistido a Pedro nesta questão e ter escrito aos nossos irmãos Gálatas que não seria necessário guardar tais ritos, ele mesmo circuncidou Timóteo, com medo dos judeus. É um conciliador, alguém que quer estar bem com os dois lados”.
            “Alguns de nós, estão questionando até a própria divindade de Jesus, pois não é possível que ele, sendo Deus, tenha escolhido Judas Iscariotes, que ele sabia, ou devia saber, ser um ambicioso e traidor, e o conservado até o fim, além de ter escolhido para Apóstolos esses homens fracos, e confiado a eles a sua Igreja”.
“E Jesus, ao invés de se mostrar forte e atacar os Romanos pagãos que nos oprimiam e oprimem, não disse nada contra eles, foi conivente com esse poder dominante a ponto de lhes pagar o imposto e dizer que devíamos o tributo a César, pagão e opressor do cristianismo. Afinal, o paganismo não é condenável?!” Como ser conivente com ele, sustentando-o pelo tributo?!
Até aqui o tal “manuscrito”.   
Na história da Igreja sempre apareceram esses “críticos radicais reformadores”, que trilham um triste caminho: começam a atacar a Igreja, olhando-a como uma instituição humana, querendo reformá-la, e terminam por perder a fé no seu Divino Fundador, que a assiste infalivelmente através do Espírito Santo e estará presente nela até a consumação dos séculos. 
            Mas, os inimigos, externos e internos, passam e, apesar das nossas fraquezas, “a Igreja, que reúne em seu seio os pecadores, é, ao mesmo tempo, santa e sempre necessitada de purificação”, e “continua o seu peregrinar entre as perseguições do mundo e as consolações de Deus (Santo Agostinho)... No poder do Senhor ressuscitado encontra a força para vencer, na paciência e na caridade, as próprias aflições e dificuldades, internas e exteriores, e para revelar ao mundo, com fidelidade, embora entre sombras, o mistério de Cristo, até que no fim dos tempos ele se manifeste na plenitude de sua luz” (LG 8).

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
          


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Francisco, Ecoterrorismo e Miséria


Fonte: americasalert

Pocos saben que el principal “dogma” de los ecologistas, el “calentamiento global supuestamente provocado por la actividad humana, en particular, por el uso de combustibles fósiles y las emisiones de CO2, no se ha probado científicamente


1. 
Mientras el pontífice Francisco da los toques finales a una encíclica sobre ecología, 100 científicos ambientalistas estadounidenses le enviaron el 27 de febrero una carta, implorándole que no se deje llevar por los argumentos de ecologistas radicales, con análisis que no han sido demostrados por la ciencia ambiental. Esos líderes revolucionarios, con el pretexto de ayudar a los pobres, contribuyen con sus propuestas a aumentar peligrosamente la miseria en el mundo. 
2.
Inmediatamente después de entregar en la Santa Sede la carta a Francisco, una comisión representativa de esos 100 científicos dio una conferencia de prensa a pocos pasos del Vaticano, en el Hotel Columbus, en la propia Via della Conciliazione, ante atónitos periodistas del mundo entero que solamente están acostumbrados a oír, a hacerse eco y a difundir las opiniones de los ecologistas radicales.
3.
Los científicos estadounidenses, en su súplica a Francisco, aseveran que simplemente no existen pruebas científicas que demuestren el tan repetido eslogan de la culpabilidad del ser humano en el “calentamiento global”, y piden que la Santa Sede no conceda su apoyo moral a los mitos ecologistas radicales defendidos especialmente en el Panel Intergubernamental sobre el Cambio Climático (IPCC) organizado por las Naciones Unidas. En efecto, pocos saben que el principal “dogma” de los ecologistas, el “calentamiento global” supuestamente provocado por la actividad humana, en particular, por el uso de combustibles fósiles y las emisiones de CO2, no se ha probado científicamente.
4.
Simultáneamente a la conferencia de prensa de los científicos estadounidenses, en la Academia Pontificia de Ciencias, dirigida por el obispo argentino Marcelo Sánchez Sorondo, estaba reunido un grupo de líderes ecologistas, buena parte de los cuales ha dado su apoyo a los slogans publicitarios ecoterroristas. La reunión en la Academia Pontificia contó también con la presencia del secretario general de las Naciones Unidas Ban Ki-Moon y del economista de Harvard Jeffrey Sachs, quienes se niegan a reconocer la existencia de abundante documentación científica que muestra que de los niveles actuales de las emisiones de gas no están en la causa de los cambios climáticos. 
5. 
En consecuencia, los representantes de los 100 científicos estadounidenses que enviaron la carta a Francisco, advirtieron en Roma que no se puede chantajear psicológicamente a la humanidad , para empujarla hacia a una literal revolución de las economías globales que limitaría drásticamente la libertad humana y la propiedad privada, contribuyendo a aumentar la miseria en el mundo. 
La sustitución de las fuentes de energía constantes, como los combustibles fósiles, por fuentes de energía intermitentes y de baja densidad, como la eólica y la solar, sería algo catastrófico para los pobres del mundo. En efecto, esa eventual sustitución haría al mismo tiempo elevar el costo de la energía que ellos usan, y reducir su disponibilidad, especialmente, de la energía eléctrica. 
6.
El ecoterrorismo aún tiene en sus manos el mayor número de micrófonos para difundir sus ideas prosocialistas y anticientíficas. Pero ya no tiene la unanimidad que hasta hace poco lo favorecía. Los 100 científicos ambientalistas estadounidenses han contribuido decisivamente a rasgar ese monopolio publicitario de los ecologistas radicales, que ocupan hoy el papel que las viejas izquierdas revolucionarias ocuparon hace algunas décadas.
---
Links:
Carta abierta al pontífice Francisco sobre el cambio climático (traducción al español)
http://www.mitosyfraudes.org/calen15/carta_al_papa_francisco.html 
---
Message to Pope Francis: Protect the Poor from Harmful Climate Policies (original in English)
http://www.cornwallalliance.org/2015/04/27/an-open-letter-to-pope-francis-on-climate-change/ 
Press release (in English):
http://www.cornwallalliance.org/2015/04/24/message-to-pope-francis-protect-the-poor-from-harmful-climate-policies/ 
---
Hydrocarbon Use and Human Material Wellbeing: A Case Against Mitigating Global Warming by Reduced Fossil Fuels Use—Talk Given in Rome, Italy April 28, 2015
By E. Calvin Beisner, Ph.D., April 28, 2015
http://www.cornwallalliance.org/2015/04/28/hydrocarbon-use-and-human-material-wellbeing-a-case-against-mitigating-global-warming-by-reduced-fossil-fuels-use-talk-given-in-rome-italy-april-28-2015/ 
---
Environmentalist Psychosis: Behind the scenes of ecoterrorism
To download the book free of charge, in PDF format (in Portuguese), follow the link. 
www.cubdest.org/libros/ecoterrorismo.pdf 
---

Cem e Trezentos Anos














Dom Fernando Arêas Rifan*
  
        Hoje, dia 13 de maio, celebramos o 98o aniversário da primeira das aparições de Nossa Senhora a três simples crianças, pastores de ovelhas, em 1917, em Fátima, pequena cidade de Portugal, de onde a devoção se espalhou e chegou ao Brasil. Estamos, portanto, nos preparando para celebrar, em 2017, os cem anos dessa aparição de Nossa Senhora.
        O segredo da importância e da difusão de sua mensagem está exatamente na sua abrangência de praticamente todos os problemas da atualidade. 
        Ali, Nossa Senhora nos alerta contra o perigo do comunismo e seu esquecimento dos bens espirituais e eternos, erro que, conforme sua predição, vai cada vez mais se espalhando na sociedade moderna: o ateísmo prático, o secularismo. “A Rússia vai espalhar os seus erros pelo mundo”, advertiu ela. A Rússia tinha acabado de adotar o comunismo, aplicação prática da doutrina marxista, ateia e materialista. Mas, se o comunismo, como sistema econômico, fracassou, suas ideias continuam vivas na sociedade atual. E o comunismo é incompatível com o catolicismo. Falando que foi batizado como católico, Raul Castro, recebido neste domingo pelo Papa Francisco, confessou porque abandonou a Igreja: “Sou comunista e não se podia ser membro do Partido Comunista e ser católico” (O Globo 11/6/2015). Ele reconhece o antagonismo. Foi lógico. Rezemos pela sua conversão, para que, deixando o comunismo, volte à Igreja, como ele insinuou após sua entrevista com o Papa.
        Em Fátima, Nossa Senhora pediu a oração, sobretudo a reza do Terço do Rosário todos os dias, e a penitência pela conversão dos pecadores e pela nossa santificação e perseverança. Explicou que o pecado, além de ofender muito a Deus, causa muitos males aos homens, sendo a guerra uma das consequências do pecado. Falou sobre o Inferno, sobre o Purgatório, sobre o Céu, sobre a crise que sofreria a Igreja, com perseguições e martírios. Enfim, Fátima é o resumo, a recapitulação e a recordação do Evangelho para os tempos modernos.
        Mas, em 2017, celebraremos também os 300 anos do encontro milagroso da Imagem de Nossa Senhora Aparecida, pelos pescadores, no Rio Paraíba do Sul, milagre sucedido de muitos outros. É óbvio que ali houve algo sobrenatural. Pois, como explicar que uma simples imagem, quebrada, pudesse atrair milhões de pessoas em oração fervorosa, ininterruptamente, por três séculos, sem uma intervenção divina e uma bênção especial da Mãe de Jesus? Estamos, portanto, na preparação para a celebração deste grande evento. A Imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida visitará todas as dioceses do Brasil, e aqui também, a Diocese de Campos e a Administração Apostólica, onde estará em todas as Igrejas, como numa missão para afervorar o nosso povo e nos preparar para a celebração dos seus 300 anos.
        Vamos assim unir as duas grandes devoções, a Nossa Senhora de Fátima e a Nossa Senhora Aparecida, pois são a mesma e única Senhora escolhida entre todas as mulheres para ser a mãe do Redentor e nossa Mãe espiritual.
          
    *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A Praga da Corrupção














Dom Fernando Arêas Rifan


          Na sua recém-terminada Assembleia Geral, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil emitiu uma nota sobre o momento nacional, na qual ressalta o problema da corrupção, usando como lema a frase do Jesus no Evangelho: “Entre vós não deve ser assim” (Mc 10,43):

        “A corrupção, praga da sociedade e pecado grave que brada aos céus (cf. Papa Francisco – O Rosto da Misericórdia, n. 19), está presente tanto em órgãos públicos quanto em instituições da sociedade. Combatê-la, de modo eficaz, com a consequente punição de corrompidos e corruptores, é dever do Estado. É imperativo recuperar uma cultura que prima pelos valores da honestidade e da retidão.  Só assim se restaurará a justiça e se plantará, novamente, no coração do povo, a esperança de novos tempos, calcados na ética”. E adverte: “A credibilidade política, perdida por causa da corrupção e da prática interesseira com que grande parte dos políticos exerce seu mandato, não pode ser recuperada ao preço da aprovação de leis que retiram direitos dos mais vulneráveis...”.

        A corrupção é considerada pela ONU o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros. A corrupção propicia a ocupação de cargos por pessoas indignas, as manobras políticas, a compra de votos, as licitações desonestas, o desvio, a malversação e o desperdício do dinheiro público, a impunidade, o tráfico de drogas e a sua veiculação nos presídios etc.

         “Aquele que ama o ouro não estará isento de pecado; aquele que busca a corrupção será por ela cumulado. O ouro abateu a muitos... Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula... Quem é esse homem para que o felicitemos? Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito está reservada uma glória eterna:... ele podia fazer o mal e não o fez” (Eclo 31, 5-10). São palavras de Deus para todos nós. 

        Ao ler o título desse artigo, se pensa logo nos políticos. Mas há muita gente, fora da política, que se enquadra nesse título: quantos exploradores da coisa pública, quantos sugadores do Estado, que não são políticos! Aí se enquadram todos os profissionais ou amadores que se corrompem pelo dinheiro.  Quem vota por dinheiro é corrupto. Quem vota apenas por emprego próprio é corrupto. Quem corre atrás dos políticos para conseguir benesses espúrias é corrupto. Precisamos voltar aos princípios cristãos básicos da honestidade e da justiça.

        O Papa Francisco tem insistido sobre a diferença entre pecado e corrupção, entre o pecador e o corrupto. Segundo ele, pecadores somos todos nós, mas o corrupto é aquele que deu um passo a mais: perdeu a noção do bem e do mal. Já não tem mais o senso do pecado. Os corruptos fazem de si mesmos o único bem, o único sentido; negando-se a reconhecer a Deus, o sumo Bem, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. O Papa lembrou que São Pedro foi pecador, mas não corrupto, ao passo que Judas, de pecador avarento, acabou na corrupção. “Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção. Pecadores sim, corruptos, não.” (Homilia, 4/6/2013).

Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney 
                                                                                                            http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

terça-feira, 28 de abril de 2015

Conversão de Francisco ao Conservadorismo?

Fonte:http://thyselfolord.blogspot.com.br

















        Li dois textos recentemente que são correlacionados. O primeiro é representante dos esquerdistas que estão cada vez mais reticentes e críticos com o Papa Francisco. O outro que diz que o Papa Francisco está ficando conservador "step by step" (passo a passo). 
                   Será? Rezemos, pela proteção da Doutrina da Igreja.

                   Vejamos parte dos dois textos.

           O primeiro é da política esquerdista australiana Kristina Keneally, que escreveu no jornal The Guardian. Kenally diz que o Papa está cada vez mais parecido com a Sarah Palin (política conservadora dos Estados Unidos). Ela diz também que está tendo uma "crise na sua fé". 

        Ela fez uma análise bem rasteira do Papa, mas é importante para ver o que a esquerda católica quer: uma Igreja pró-gay, pró-divorciados, liberando aborto, políticas econômicas socialistas, etc. toda a agenda da esquerda. 

Vejamos alguns parágrafos do texto dela: