Por H. L. Duncan
“…nós vamos perder uma grande porção daquela maravilhosa e incomparável realidade artística e espiritual, o canto gregoriano. Temos, de fato, razões para tristeza e até mesmo para perplexidade" (Papa Paulo VI, 1969)
Há tempos, as razões geralmente dadas para esta perda foi a mudança do Latim pela língua vernácula na Missa e o desejo de se modernizar. O Papa Paulo VI descreveu as "inovações litúrgicas do novo rito da Missa que passará a vigorar" e disse que "devemos nos preparar para essa enorme mudança" .
Faz 46 anos desde que Paulo VI tentou nos preparar paras as mudanças resultantes do Concílio Vaticano II. Ele sabia que seria difícil para muitos que teriam de se ajustar à experiência, mas seu esforço era necessário, a fim de estar a serviço do futuro dos fiéis. Ele disse "se nosso latim sagrado pode, como uma cortina, fechar as nossas fronteiras com o mundo das crianças e dos jovens, do trabalho e dos negócios diários, então não devemos nós, pescadores de homens, sermos sábios para tornar acessível esse domínio exclusivo sobre o discurso da religião e da oração"?
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
terça-feira, 18 de agosto de 2015
Entrevista de Dom Athanasius Schneider ao Catholic Voice
Fonte: Catholic Voice - Nesta nova entrevista, Dom Athanasius Schneider comenta o Instrumentum Laboris do Sínodo de 2015, alerta contra a tentativa de buscar uma linguagem politicamente correta e explica o dever dos bispos católicos quando confrontados com os temas morais contemporâneos. Sua Excelência também oferece exemplos de santos e escritos espirituais em que podemos buscar consolação e encorajamento neste tempo de confusão e desorientação na Igreja.
Catholic Voice - Sua Excelência, o Instrumentum Laboris do Sínodo de 2015 sustenta que há um "comum acordo" em favor do "caminho penitencial" para os divorciados e recasados "sob a autoridade do Bispo, para os fiéis divorciados e recasados civilmente, que se acharem numa situação irreversível de coabitação". É correto dizer que existe um "comum acordo"?
Dom Athanasius Schneider - A afirmação de que há um "comum acordo" sobre o "caminho penitencial" não é correta. O único docimento público que permitiria determinar a efetiva opinião dos bispos sobre este tópico é a "Relatio Synodi" de 2014. Lá está documentado que 40% dos bispos do Sínodo rejeitaram tal "caminho penitencial". Quando confrontados com tal resultado, dificilmente se pode falar sobre um "comum acordo". Além do mais, não há nenhuma especificação de uma concreta definição sobre tal "caminho penitencial".
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