segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Papa Francisco denuncia o aborto eugênico em seu segundo dia em Cuba


Pope Francis arrived to celebrate Mass at Revolution Plaza in Havana Sunday. (L'Osservatore Romano/Pool Photo via AP)HAVANA, 21 Set. 15 / 11:00 am (ACI).- No seu segundo dia de visita apostólica a Cuba, o Papa Francisco presidiu as vésperas junto a sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas na Catedral de Havana. Durante este encontro, o Santo Padre destacou o serviço de consagrados àquelas pessoas “que o mundo despreza” e denunciou o aborto eugênico promovido na sociedade atual.

“Quantas religiosas e religiosos queimam – e repito o verbo, queimam – sua vida acariciando material de descarte”, pontuou o Pontífice, após escutar o testemunho de serviço aos mais necessitados feito pela Irmã Yailenys Ponce Torres, membro das Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo.

Estes religiosos e religiosas, disse Francisco, acariciam “a quem o mundo descarta, a quem o mundo despreza, aqueles a quem o mundo prefere que não estejam”.

“A quem o mundo, hoje em dia com métodos de análises novas que existem, quando preveem que nascerão com uma doença degenerativa, propõe abortá-los antes que nasçam”, lamentou.

O Santo Padre encorajou os sacerdotes e religiosos a atenderem sempre os “menores”, aquele que “está no protocolo sobre o qual seremos julgados: ‘o que é feito em favor dos mais desfavorecidos, é a Ele mesmo que se faz’”.[

“Existem serviços pastorais (que) podem ser mais gratificantes desde o ponto de vista humano, sem serem ruins ou mundanos. Mas, quando procuramos na preferência interior ao menor, a quem o mundo despreza, ao mais doente, ao que ninguém percebe, ao que ninguém quer, e serve ao menor, está servindo Jesus de maneira superlativa”, concluiu o Papa Francisco.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Catolicismo e perenialismo


Por André Abdelnor Sampaio.

Não é nada incomum encontrar nos autores perenialistas uma tentativa de encaixar o Cristianismo em categorias diversas às que a própria Revelação cristã apresenta. Isto repercute em todos os capítulos da Ciência Sagrada e da teologia filosófica que a embasa, a começar pelos pilares da Fé católica: a  Santíssima Trindade e a Divindade de Jesus Cristo, passando pela Mariologia; teologia fundamental ou apologética;  eclesiologia, Beatitude que fundamenta a moral geral e consequentemente a moral especial, desembocando necessariamente na economia Salvífica e Sacramental. Não pretendemos esgotar neste espaço cada uma das subversões do perenialismo em relação a cada um destes capítulos da Teologia, mas iremos abordar aqui brevemente o âmago da distorção perenialista no que se refere à concepção de “ortodoxia” que se conecta intimamente com o alcance da exposição do Evangelho, como se verifica neste trecho do perenialista William Stoddart:

 

"Assim como a moralidade, a ortodoxia pode ser universal (conformidade à verdade em si mesma) ou específica (conformidade às formas de determinada religião. Ela é universal quando declara que Deus é incriado, ou que Deus é absoluto e infinito, e é específica quando afirma que Deus é Trinitário (Cristianismo)."- William Stoddart (perenialista e autor do texto que achadoi no site divulgador do pensamento perenialista com ênfase em Schuon, em uma obra sobre o Cristianismo e islamismo).

 

Para responder a este trecho, é preciso primeiramente notar a absoluta deformação da Revelação Católica. O erro absurdo fundamental da frase acima está na má compreensão do seguinte Fato: O Catolicismo (kata-holós; conforme o Todo; universal) é a Única Religião que não combina com nenhum tipo de perenialismo, ecumenismo “esotérico”, muito menos “exotérico”, e correntes afins. Justamente porque não existe "ortodoxia específica" se tudo que é Católico é Universal, tudo o que é ortodoxamente católico é ortodoxamente universal. Essa distinção perenialista entre universal e específico não se adequa jamais com o Catolicismo justamente porque o Catolicismo não é uma religião como as outras. É a Religião, é aquela que prega que a Verdade em Si se fez Carne. Por isso tudo o que é "específico" do Catolicismo, é, por definição, universal.

 

Tudo o que é Católico é conforme a Verdade em Si. Perenialistas sempre veem o Catolicismo como uma "forma" ou "via exotérica" tradicional particular entre tantas outras "vias particulares" para se chegar ao Absoluto. Mas isso não é o Catolicismo, dizer isso é negar a Encarnação do Verbo. É negar que o Absoluto assumiu a natureza humana. É negar que a Verdade correspondente ao Verbo de Deus é Uma Pessoa Divina Encarnada! Então, tudo o que é conforme a forma do Catolicismo, é conforme a Verdade em Si Mesma. Não há "ortodoxia específica" na Religião verdadeiramente Universal que não pode ser outra senão aquela que tem as notas de Unidade, Santidade, Catolicidade, e Apostolicidade: a Santa Madre Igreja Romana, única Igreja de Cristo, única religião positivamente querida por Deus. E este único Deus verdadeiro é Essencialmente, Universalmente, Trinitário em Pessoas e Uno e Simplíssimo em Substância. E não de acordo com uma via específica, mas de acordo com a totalidade da Verdade. O que o perenialismo faz é reduzir o que eles consideram a "verdade em si", em proposições artificiais que não correspondem ao que o próprio Cristianismo apresenta sobre si próprio. O perenialismo concebe a Revelação de Cristo de maneira distorcida e falsificada. como "um modo" de expressar esta Verdade Incriada, ou uma "etapa gradativa/penúltima" da manifestação de uma “Verdade nua e supraformal”. mas isso vai frontalmente contra a frase de Jesus Cristo quando Ele mesmo diz "Eu sou Verdade". Ora, Cristo diz que existe Unidade essencial na Verdade e a Sua Pessoa, e não falou apenas relativamente segundo Sua Humanidade, pois a sua própria Humanidade é hipostaticamente unida à Pessoa Divina que é una em substância com a Pessoa do Pai e do Espírito Santo. Cristo afirmou ser a Vedade em sentido absoluto, essencial. Cristo afirma de maneira inequívoca que há uma Unidade Essencial entre as Três Pessoas em Deus, que distinguem-Se realmente Uma da Outra por oposição de relação, e não quanto à substância divina em si mesma. As Três Pessoas Divinas, não são um "símbolo" para expressar Deus, não são um "modo poético específico" para "manifestar" a Verdade Incriada. A Trindade Santa é O Único e Verdadeiro Deus, fora do qual e além do qual não há nada nem ninguém. 

 

Jesus Cristo é o Filho de Deus Encarnado que remove qualquer barreira formal e essencial entre "esoterismo e exoterismo", justamente porque Ele é a Sabedoria Incriada que se Encarnou e que vem revelar todos os Mistérios divinos. Perenialistas não aceitam a Encarnação do Verbo tal como realmente se deu, como realmente testemunham os Apóstolos e todos os verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, confessando como sempre professou a Igreja. Não aceitam os perenialistas que o Absoluto se tornou Visível e habitou entre nós. Eles não aceitam que a Revelação Plena e Final de Cristo vem do Céu para a Terra e se expressa de modo suficiente e infalível ao modo humano de conhecer pelas fórmulas dogmáticas, de cima para baixo, custodiada pelos órgãos autênticos do Magistério eclesiástico. Os perenialistas concebem que o Cristianismo é uma mera forma particular que expressa em seus dogmas verdades penúltimas em relações a uma doutrina que se pretenda “superior” ou “sobreposta” (ou ao menos a uma compreensão essencialmente sobreposta) ao que é definido pelo Magistério, como se houvesse um “magistério paralelo” peculiar e restrito apenas para “iniciados”, e outro magistério comum para os “vulgos” ou “profanos”, contrariando mais uma vez o que disse Cristo, que nada ensinou em segredo, e ordenou que Seus discípulos pregassem claramente, pelos telhados o mesmo conteúdo que Cristo inicialmente lhes ensinou em parábolas de maneira reservada somente para fins pedagógicos e segundo a condição espiritual que se encontravam, mas sem discriminação essencial de conteúdo. Tanto foi assim que Cristo enviou com o Pai o Espírito Santo em Pentecostes para manifestar a plenitude da Verdade, confirmar os Apóstolos em Graça, e assim dar início à missão pública da Igreja.

 

A prova da veracidade desta afirmação é que todos os santos católicos, todos os dogmas da Igreja, toda a Fé dos Católicos desde sempre era baseado de que na Boa Nova de Jesus Cristo está Universalmente (Catolicamente) presente para todos os povos em todos os tempos a totalidade da Verdade. Primeiro porque Ele disse ("Ninguém vem ao Pai senão por Mim".), e também porque "n'Ele habita Corporalmente a Plenitude da Divindade". Um cristão desde sempre tinha de crer nisto para ser considerado cristão, do mais rude ao mais douto; do mais simplório ao mais intelectualmente qualificado. Logo, não existe uma atividade do Verbo Divino à margem da Humanidade de Cristo, pois a humanidade é assumida junto à Natureza Divina na Unidade de Sua Pessoa, que é Divina.

 

O Verbo Divino não "está em Cristo" no sentido de "participação gradual, não-plena, e não-total". o Verbo Divino É o próprio Jesus Cristo. Se Cristo é o Verbo Divino, nada há "além" d’Ele. E n'Ele há toda a Revelação. Mais: Tudo o que há de materialmente verdadeiro em outras religiões é antes de tudo, católico.

 

O Catolicismo jamais foi, jamais será, uma mera "expressão particular", uma "forma exterior e específica" de mostrar a Verdade, mas é a Religião da Verdade Encarnada. A metafísica não-dualista do perenialismo é falsa e errônea mesmo em âmbito natural, e não coaduna com a Revelação.  Eis a Frase de São João da Cruz, grande místico Católico que confirma de forma exata tudo isto que foi explicado:

 

"Quem quer que queira aproximar-se de Deus e viver a vida divina, não procure senão ouvir a voz de seu Filho, que é a sua única Palavra: “Porque em dar-nos, como nos deu, seu Filho, que é sua Palavra única (e outra não há), tudo nos falou de uma só vez nessa única Palavra, e nada mais tem a falar, (...) pois o que antes falava por partes aos profetas agora nos revelou inteiramente, dando-nos o Tudo que é seu Filho. Se atualmente, portanto, alguém quisesse interrogar a Deus, pedindo-lhe alguma visão ou revelação, não só cairia numa insensatez, mas ofenderia muito a Deus por não dirigir os olhares unicamente para Cristo sem querer outra coisa ou novidade alguma”

 Provavelmente um perenialista que ler isso vai dizer que isto que escrevemos é um "exoterismo dogmático"; um "moralismo exotérico" mas o motivo disso é devido justamente a falta de compreensão, ou de aceitação que o Verbo se fez Carne, pela falta de adesão da inteligência à verdade revelada, em uma palavra: infidelidade. O Deus Altíssimo veio à terra e fez-Se Deus-Conosco, e com isso rompeu toda e qualquer barreira entre "exotérico e esotérico", dando a todos a plenitude da Revelação e de modo Final, Universal, e trazendo a verdadeira beatitude para qual todos os homens foram criados, de forma Exclusivamente universal sempre por meio de Sua Igreja Católica Apostólica Romana.

 O perenialismo (em quaisquer de suas versões), além de ter como referencial uma metafísica falsa, de cunho panenteísta (que vê de maneira mais ou menos explícita uma espécie de “união hipostática” entre o mundo e Deus, algo que é na verdade propriedade exclusiva da Pessoa Divina do Filho, Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem), comete uma impostura ao querer forçar uma versão falsificada do Cristianismo baseado em esquemas artificiais com categorias incompatíveis para expressar a Revelação definitiva de Deus pela Encarnação plena do Verbo Eterno em Jesus Cristo em que Igreja Católica é Sua Única Esposa, e Seu Corpo Místico por todos os séculos dos séculos.


quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A reforma da mentalidade moderna


Fonte: IRG. A civilização moderna aparece na história como uma verdadeira anomalia: de todas que conhecemos, é a única que se desenvolveu num sentido puramente material, e também a única que não se apoia em qualquer princípio de ordem superior. Este desenvolvimento material, que vem já de vários séculos, e que se vai acelerando cada vez mais, tem sido acompanhado de uma regressão intelectual totalmente incapaz de ser compensada. Trata-se, aqui, bem entendido, da verdadeira e pura intelectualidade, que se poderia também denominar espiritualidade, qualificação esta que nos recusamos atribuir àquilo que os modernos têm-se aplicado de um modo particular: o cultivo das ciências experimentais, em vista das aplicações práticas que delas podem decorrer. Um único exemplo permitiria medir a extensão dessa regressa medir a extensão dessa regressão: a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino era, em seu tempo, um manual para uso dos estudantes; onde estão hoje os estudantes capazes de aprofundá-lo e assimilá-lo? 


                     O declínio não ocorreu de modo súbito: poderíamos seguir suas etapas através da filosofia moderna. Foi a perda ou o esquecimento da verdadeira intelectualidade que tornou possível dois erros que se opõem apenas na aparência, mas que são, na realidade, correlativos e complementares: o racionalismo e o sentimentalismo. Desde que se passou a negar ou a ignorar todo conhecimento puramente intelectual, como se fez a partir de Descartes, devia-se chegar, de um lado, ao positivismo, ao agnosticismo e a todas as aberrações do "cientismo", e, de outro lado, a todas as teorias contemporâneas que, não se contentando com o que a razão pode dar, buscam outra coisa, mas pela veia do sentimento e do instinto, isto é, abaixo da razão e não acima, e chegam, como William James, por exemplo, a ver na subsconsciência o meio pelo qual o homem pode entrar em comunicação com o Divino. A noção da verdade, após ter sido rebaixada a nada mais que uma simples representação da realidade sensível, é por fim identificada, pelo pragmatismo, à utilidade, o que significa suprimi-la pura e simplesmente. Com efeito, que interesse poderia ter a verdade num mundo em que as aspirações são apenas materiais e sentimentais?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Motu Proprio "Mitis Iudex Dominus Iesus" e "Mitis et misericors Iesus"




Algumas notas breves e simples para ajudar a entender as mudanças introduzidas hoje no Direito da Igreja através dos documentos que o Papa Francisco publicou (Motu Proprio "Mitis Iudex Dominus Iesus" e "Mitis et misericors Iesus"):

1. Não existe propriamente processo de "anulação" de casamento como vem sendo noticiado pela mídia. O que existe são processos de nulidade, nos quais o poder judiciário da Igreja se encarrega de julgar se determinado matrimônio foi realmente válido ou não. Neste segundo caso, por falta de algum elemento essencial para que se constitua uma verdadeira união conjugal. O fato de um casamento "não ter dado certo" não significa que tenha sido necessariamente inválido. Não se pode confundir a nulidade de um matrimônio como uma espécie de "divórcio católico autorizado".

2. A doutrina da Igreja com relação à indissolubilidade do matrimônio – e, consequentemente, ao divórcio – permanece imutável, pois nenhum poder neste mundo – nem mesmo do Romano Pontífice – pode modificar algo estabelecido direta e expressamente pelo próprio Deus. A Igreja não é “dona” da verdade, de modo a poder alterá-la, mas obediente a ela.

3. Quais são, então, as novidades introduzidas? As mudanças, obviamente, não foram doutrinais, mas apenas relativas aos trâmites processuais, de modo a facilitar aos fieis o acesso aos Tribunais da Igreja para conhecerem a verdade acerca do seu matrimônio, o que é um direito de todo fiel. Basicamente, as mudanças foram as seguintes: os processos se tornarão mais rápidos, sem a necessidade de uma segunda instância para confirmar uma sentença afirmativa da primeira; o juízo do Bispo ou de um juiz único para julgar os casos mais simples; Enfim, há algumas questões mais técnicas, que devem ser matizadas. Para os fiéis, de modo geral, as principais mudanças sintetizam-se na celeridade do processo, e maior facilidade para o acesso gratuito aos mesmos.

4. A misericórdia da Igreja não está em “anular” os casamentos que não deram certo, mas em dar aos fiéis o conhecimento da verdade a respeito do seu casamento. A misericórdia sempre supõe a justiça, e de modo algum pode ser evocada como pretexto para encobrir a injustiça. Muito injusto seria declarar – em nome de uma pretensa misericórdia – inválido um casamento realmente válido. Estando ao lado daqueles que sofrem, a Igreja, justamente porque ama, não pode ocultar a verdade aos seus filhos. Por mais que seja dura em algumas situações, só a verdade liberta!


Por Pe. Demétrio Gomes em sua conta do Facebook

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Definitivo: Vaticano se pronuncia e transexual não poderá ser padrinho de batismo

MADRI, 02 Set. 15 / 05:00 pm (ACI).- No último dia 6 de agosto a diocese de Cádiz (Espanha) admitiu a transexual Álex Salinas como padrinho de batismo do seu sobrinho. Entretanto, depois da polêmica, o Bispo consultou à Congregação para a Doutrina da Fé no Vaticano e recebeu como resposta que é “impossível admitir” uma pessoa com comportamento transexual como madrinha ou padrinho de batismo.
O Bispo de Cádiz e Ceuta, Dom Rafael Zorzona Boy, divulgou hoje um comunicado no qual explica que recorreu à Congregação para a Doutrina da Fé “ante a confusão provocada entre alguns fiéis” pois atribuíram palavras e informações que não foram pronunciadas por ele e também “pela complexidade e relevância mediática alcançada por meio deste assunto”, assim como pelas “consequências pastorais” que esta decisão tem.
Dom Zorzona Boy explicou que após consultar a Congregação para a Doutrina da Fé, dicastério do Vaticano encarregado de custodiar a correta doutrina católica, a respeito da possibilidade de que a transexual Álex Salinas fosse padrinho de batismo do filho da sua irmã, a resposta foi a seguinte:
“Sobre este particular lhe comunico a impossibilidade de que lhe admita. O mesmo comportamento transexual revela de maneira pública uma atitude oposta à exigência moral de resolver o próprio problema de identidade sexual segundo a verdade do próprio sexo. Portanto, é evidente que esta pessoa não possui o requisito de levar uma vida conforme a fé e ao cargo de padrinho (CIC no. 874 §3), não podendo, portanto, ser admitido ao cargo nem de madrinha nem de padrinho. Não se vê nisso uma discriminação, mas somente o reconhecimento de uma objetiva falta dos requisitos que por sua natureza são necessários para assumir a responsabilidade eclesiástica de ser padrinho".
Através da nota, o Bispo precisou que o papel que os padrinhos assumem no sacramento do batismo é “ante Deus e sua Igreja e em relação com o batizado, o dever de colaborar com os pais em sua formação cristã, procurando que leve uma vida coerente com a fé batismal e cumpra fielmente as obrigações inerentes”.
Segundo o comunicado, “os padrinhos devem ser “crentes sólidos, capazes e dispostos a ajudar ao novo batizado... no seu caminho da vida cristã”, como assinala o Catecismo da Igreja Católica no numeral 1255.
Além disso, aponta a que se não se encontrassem candidatos que reunissem os requisitos para ser padrinho ou madrinha, o batismo poderia ser celebrado da mesma forma, pois a figura dos padrinhos não é necessária neste sacramento.
Dom Zorzona recolheu umas palavras do Papa Francisco na encíclica Laudato Si’, através da qual explica que a transexualidade é um comportamento “contrário à natureza do homem: a valorização do próprio corpo em sua feminilidade ou masculinidade é necessária para reconhecer-se a si mesmo no encontro com o diferente. Deste modo é possível aceitar gozosamente o dom específico do outro ou da outra, obra de Deus criador, e enriquecer-se reciprocamente. Portanto, não é adequada uma atitude que pretenda 'cancelar a diferença sexual porque já não sabe confrontar-se com a mesma'”.
O Bispo insistiu também em que “a Igreja acolhe A todas as pessoas com caridade querendo ajudar A cada um em sua situação com vísceras de misericórdia, mas sem negar a verdade que prega, que A todos propõe como um caminho de fé para ser livremente acolhida”.

sábado, 22 de agosto de 2015

Ordenações do IBP no Brasil


Por: Padre Luiz Fernando Pasquotto 

Neste sábado, dia 22 de agosto, Festa do Imaculado Coração de Maria, deu-se uma magnífica cerimônia de ordenação na Paróquia São Paulo Apóstolo, na cidade de mesmo nome. Durante Missa Pontifical Solene no Rito Romano Tradicional, Sua Excelência Reverendíssima, Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar no Cazaquistão, ordenou dois sacerdotes - Pedro Gubitoso e Tomás Parra - e dois diáconos - Thiago Bonifácio e José Luís Zucchi - do Instituto Bom Pastor (IBP). Estavam presentes inúmeros membros do IBP - sacerdotes e clérigos vindos de toda a parte do mundo (brasileiros, franceses, poloneses, colombianos) -, bem como vários sacerdotes e seminaristas de vários lugares de nossa Terra de Santa Cruz. A grande quantidade de fiéis - igualmente vindos de todas as partes - e o fervor deles durante a cerimônia foram notáveis. Tudo isso mostra como a ordenação de um sacerdote é um grande bem para toda a Igreja. 
Os fiéis puderam seguir com grande fruto todas as cerimônias do rito de ordenação. Entre elas, destacam-se algumas. Primeiramente, a prostração, durante o canto das Ladainhas de Todos os Santos, dos que serão ordenados: reconhecem que nada são diante de Deus e imploram o auxílio de Deus, de Nossa Senhora, de todos os anjos e Santos. Depois a imposição das mãos e a as palavras da ordenação, que são a essência do sacramento, constituindo-os sacerdotes do Altíssimo. A consagração das mãos feita com o óleo sagrado, para que possa tocar no Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo. A casula desdobrada no final da cerimônia, significando o poder de absolver os pecados. Enfim, todas as riquíssimas cerimônias da Igreja, que, ao mesmo tempo, explicam o que se está fazendo e merecem graças diante de Deus. Cerimônias em que o céu toca a terra.
Na ordenação, aquele que era filho de Deus e soldado de Jesus Cristo torna-se mediador entre Deus e os homens, prestando o devido culto a Deus e comunicando aos fiéis as graças divinas. Nosso Senhor não chama os sacerdotes de servos, mas de amigos. E o Padre é, principalmente, o homem da Missa, o homem da renovação do Sacrifício de Cristo no Calvário, pelo qual o mundo é salvo. Ele trata das coisas mais santas. Quão imensa é a dignidade sacerdotal. Quão grande é a responsabilidade sacerdotal, devendo o Padre responder pelas almas que o Senhor lhe confia. Quão grande é a bondade de Nosso Senhor ao ter instituído o sacerdócio e ao nos dar padres constantemente. Quão grande deve ser a nossa gratidão para com o Salvador.
Devemos, também, por dever de justiça, agradecer ao Eminentíssimo Cardeal Dom Odilo Scherer e ao Excelentíssimo Dom Athanasius Schneider. Graças às disposições da Divina Providência, o Instituto Bom Pastor (IBP), pôde realizar no Brasil, com grande esmero e alegria imensurável, esse ato tão central para a sua vida, que se baseia na formação e no apostolado sacerdotais. Rezemos para que os neo-sacerdotes sejam verdadeiramente bons pastores e rezemos pelo desenvolvimento do IBP.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Sínodo da Família - Instrumentum Laboris de 2015: um ataque à Veritatis Splendor

Por Roberto de Mattei | Tradução: FratresInUnum.comus, eles não podem sequer ter acesso ao Sacramento da Penitência, que exige o propósito sério de não voltar a pecar. A figura do divorciado recasado, como bem observou o cardeal De Paolis, “contradiz a imagem e o papel do matrimônio e da família, de acordo com a imagem que a Igreja nos oferece”.

Como tornar quadrado o círculo? Para uma análise abrangente do Instrumentum Laboris remeto à excelente análise de Matthew McCusker no site de “Voice of the Family”. Cinjo-me a algumas considerações relativas à abordagem do documento sinodal sobre o tema das coabitações extramatrimoniais.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

A Virgem Maria morreu? A resposta pode surpreender você

Por Taylor Marshall.

Há muitos católicos que negam a morte da Imaculada. Eles sustentam que, quando o Papa Pio XII declarou o dogma da Assunção de Maria, deixou a questão em aberto. Eles citam o seguinte trecho da Munificentissimus Deus:
"com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos s. Pedro e s. Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que: a imaculada Mãe de Deus, a sempre virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre, foi assunta em corpo e alma à glória celestial".

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A dormição da virgem
Observe o Cristo com a Mitra segurando a alma de Maria separada do seu corpo
Aqui, se afirma que o Santo Padro deixou a questão em aberto declarando somente "terminado o curso da vida terrestre", e não "tendo morrido". Maria morreu? Eles dizem que o texto é ambíguo.

Entrevista de Dom Athanasius Schneider ao Catholic Voice

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Fonte: Catholic Voice - Nesta nova entrevista, Dom Athanasius Schneider comenta o Instrumentum Laboris do Sínodo de 2015, alerta contra a tentativa de buscar uma linguagem politicamente correta e explica o dever dos bispos católicos quando confrontados com os temas morais contemporâneos. Sua Excelência também oferece exemplos de santos e escritos espirituais em que podemos buscar consolação e encorajamento neste tempo de confusão e desorientação na Igreja.


Catholic Voice - Sua Excelência, o Instrumentum Laboris do Sínodo de 2015 sustenta que há um "comum acordo" em favor do "caminho penitencial" para os divorciados e recasados "sob a autoridade do Bispo, para os fiéis divorciados e recasados civilmente, que se acharem numa situação irreversível de coabitação". É correto dizer que existe um "comum acordo"?

Dom Athanasius Schneider - A afirmação de que há um "comum acordo" sobre o "caminho penitencial" não é correta. O único docimento público que permitiria determinar a efetiva opinião dos bispos sobre este tópico é a "Relatio Synodi" de 2014. Lá está documentado que 40% dos bispos do Sínodo rejeitaram tal "caminho penitencial". Quando confrontados com tal resultado, dificilmente se pode falar sobre um "comum acordo". Além do mais, não há nenhuma especificação de uma concreta definição sobre tal "caminho penitencial".

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Monsenhor Marcos Pavan : Diretor de Coro do Vaticano participa de evento em Belém


Neste final de semana, de 14 a 16 de agosto, Belém recebe a visita do Monsenhor Marcos Pavan, atual Magister Puerorum (maestro das vozes brancas) do coro da Capela Musical Pontifícia “Sistina”, do Vaticano. O regente, que é brasileiro, irá participar do Encontro Internacional de Canto Gregoriano de Belém, promovido pelo Grupo de Estudos Nossa Senhora de Nazaré e pela Escola de Música da Universidade Federal do Pará (Emufpa), com o apoio do Fórum Landi e da Pró-Reitoria de Relações Internacionais da UFPA (Prointer).
O evento busca incentivar e divulgar a prática do Canto Gregoriano ou Canto Chão, expressão musical oficial da Igreja Católica, e contará com oficina ministrada por Mons. Marcos Pavan; palestra do pesquisador André Gaby, da UFPA; e com Apresentação de Canto Gregoriano seguida de missa cantada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos.
Canto oficial da Igreja - “O canto gregoriano é o canto próprio da liturgia da Igreja Católica, segundo o documento Sacrosanctum Concilium do Concílio Vaticano II e tem como característica o fato de ser entonado em latim, por uma só voz e sem acompanhamento instrumental. Ele recebe este nome em razão da tradição, que narra que o Papa Gregório I, Gregório Magno, teria sido o autor deste repertório, fato já questionado pelos pesquisadores da área”, explica André Gaby, coordenador do evento e pesquisador do Canto Gregoriano no Pará.
André Gaby coordena, ainda, o Projeto de Extensão Resgate e Difusão da Prática do Canto Chão no Pará/ EMUFPA. “Este é o segundo projeto que mantemos. A primeira versão tinha como objetivo montar um coro, o qual, agora, já possui dois anos de existência. Este novo projeto busca divulgar a prática musical gregoriana e sua importância histórica e cultural no Estado”.
Livro escrito no Pará no século XVIII foi lançado na Europa - O pesquisador revela que a história do Canto Gregoriano no Pará ainda é inexplorada. “Sabemos, graças às pesquisas de Vicente Salles, que um monge paraense escreveu um livro de Canto Gregoriano em 1780, em Belém, e o material foi publicado em Portugal, apesar de o monge ser Mercedário, uma ordem religiosa espanhola. Como essa relação entre Espanha e Portugal aconteceu? Qual foi a motivação do monge João da Veiga em compilar um livro de Canto Chão em uma Colônia? Essa história, ainda inédita, precisa ser explorada e tentarei abordá-la em breve na minha tese de doutorado.”
Às vésperas dos 400 anos de Belém, ainda há muito sobre a história da cidade a ser divulgado. “Poucos sabem que todos os domingos há uma missa celebrada em latim, na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com canto gregoriano, seguindo a tradição católica, de maneira muito semelhante ao mesmo rito compilado, na Idade Média, por Gregório Magno. Incorporamos esta missa à programação do evento por sua importância. Assim, todos estão convidados a conferir, neste domingo, 16, a apresentação de Gregoriano com o coro “Ad te levavi” e missa cantada com o coro ‘Fides ex Auditu’, cuja tradução significa: ‘A fé vem pelo ouvido’”.
Serviço:
Confira aqui a programação completa do Encontro Internacional de Canto Gregoriano de Belém.
Realização de 14 a 16 de agosto, na Escola de Música da UFPA.
Inscrições e informações, acesse aqui.
>> Domingo, 16 de agosto, a partir das 10h, Apresentação de Canto Gregoriano: Schola Gregoriana “Ad te levavi”, seguida de Missa Cantada na Forma Extraordinária do Rito Romano na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, com participação do Coro “Fides ex Auditu”, programação inteira com regência do Mons. Marcos Pavan, na Tv. Padre Prudêncio, nº 314.
Texto: Glauce Monteiro - Assessoria de Comunicação da UFPA
Foto: Divulgação

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

São Paulo era parente de Herodes?

Por Taylor Marshall.

São Paulo diz que é da tribo de Benjamin e é hebreu filho de hebreus (Fp 3, 5). Em meu livro, The Catholic Perspective on Paul (2010), organizei uma biografia histórica de São Paulo e mostrei como a sua vida inspirou a sua teologia. Desde então, tenho tentado encaixar outra peça do quebra-cabeças de Paulo - o seu parentesco com Herodes.

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Paulo, originalmente, era um "herodiano". Por "herodiano" quero dizer que ele parece ter vínculos com a família e a corte de Herodes. Teologicamente, Saulo/Paulo era adepto da teologia dos Fariseus antes de sua conversão, mas os seus vínculos familiares o ligavam ao círculo mais íntimo de Herodes Agrippa.
Aqui estão as evidências que mostram que Saulo/Paulo tinha ligações com Herodes:
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Timeu era o livro mais popular de Platão
1. Saulo/Paulo tinha profundo conhecimento das escrituras e da tradição hebréia, mas também da filosofia grega. Ele parece familiarizado, p. ex., com o Timeu, de Platão. Ele é hebreu, mas também mergulha na cultura e ciência dos gentios. Esta é a característica "herodiana": identidade judia, lealdade a Jerusalém, familiaridade com os sacerdotes, mas admiração pela ciência dos gentios. Como Paulo...
2. Saulo/Paulo era um cidadão romano. Judeus não eram cidadãos comuns.Nós aprendemos que Saulo/Paulo ganhou cidadania romana no nascimento. Isso significa que seus pais eram hebreus com privilégio da cidadania romana. No Século I, hebreus com este privilégio eram ligados ao governadores da Palestina nomeados pelos romanos - como Herodes.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Papa Francisco aos leigos: Defendam a Família Natural e testemunhem a fé bíblica


VATICANO, 07 Ago. 15 / 01:17 pm (ACI).- O Papa Francisco fez uma energética defesa do matrimônio frente aos ataques de “poderosas forças culturais” e pediu aos leigos darem testemunho da “fé bíblica básica” e da família natural.

Através de uma carta enviada aos Cavaleiros de Colombo, por meio do seu Secretário de estado, Cardeal Pietro Parolin, o Pontífice assinalou: “enquanto a instituição do matrimônio está sendo atacada por poderosas forças culturais, os fiéis estão chamados a serem testemunha desta fé bíblica e da família natural, essencial à ordem sábia e justa da sociedade”.

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Como rezar o terço?




Não é o prolongamento de uma oração que agrada a Deus e lhe conquista o coração, mas o seu fervor. Uma só Ave-Maria bem rezada tem mais mérito do que cento e cinqüenta mal rezadas.

Vejamos, pois, a maneira de rezar o Rosário para agradar a Deus e nos tornarmos santos.

Em primeiro lugar, é preciso que a pessoa que reza o Rosário esteja em estado de graça, ou pelo menos na resolução de sair do seu pecado, porque a Teologia nos ensina que as boas obras e as orações feitas em pecado mortal são obras mortas, que não agradam a Deus nem podem merecer a vida eterna.

Aconselhamos o Rosário a todas as pessoas: aos justos, para que perseverem e cresçam na graça de Deus; e aos pecadores também, mas para que saiam de seus Pecados.

Deus não permita que por nossos conselhos um pecador empedernido transforme o manto da proteção de Nossa Senhora em manto de condenação para velar seus crimes! Ou que transforme o Rosário, que é remédio para todos os males, num veneno mortal e funesto! A corrupção do ótimo é péssima.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vocações Sacerdotais


Para se confessar bem

EXAME DE CONSCIÊNCIA PARA ADULTOS
 A PARTIR DOS DEZ MANDAMENTOS DE DEUS E DOS PRECEITOS DA SANTA IGREJA
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Para os que depois do Batismo caem em pecados, instituiu Jesus Cristo o Sacramento da Penitência com as palavras “Recebei o Espírito Santo; àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados, e àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 22-23).
Esse Sacramento é a “segunda tábua da salvação depois do naufrágio da graça perdida” (Concílio de Trento)
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Esse exame de consciência tem como objetivo ajudar os fiéis a fazer uma boa confissão. Ele é indicado para adultos (a partir de 14 anos, aproximadamente),  contendo pecados específicos contra o 6º e 9º mandamentos. Ele não contém todos os pecados possíveis, como é evidente, mas serve como um guia para ajudar a esclarecer a consciência, a partir das leis objetivas da moral. Além disso, os pecados mencionados não têm necessariamente a mesma gravidade. Alguns são por si veniais, outros mortais, outros podem ser veniais ou mortais, conforme o caso. Por exemplo, um furto pode ser um pecado mortal ou venial, dependendo da quantia furtada. Note-se que não estão incluídos aqui os pecados e deveres próprios de cada profissão, como médico, advogado, comerciante, etc. É preciso lembrar-se deles ao fazer o exame de consciência.
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