sexta-feira, 31 de julho de 2015

Prestar contas dos bens que recebemos de Deus

Sermão do Padre Daniel Pinheiro, IBP, para o VIII domingo depois de Pentecostes.

Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

Ave Maria…

Redde rationem vilicationis tuae. Dá conta da tua administração.

Todos nós, caros católicos, ouviremos da boca de Deus essa ordem: dá conta da tua administração. Ouviremos essa ordem da boca de Deus no juízo particular, no exato momento de nossa morte, em que saberemos se iremos para o inferno, para o céu ou para o purgatório, onde seremos purificados de nossas faltas leves ou expiaremos nossas penas temporais para irmos em seguida ao céu.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

O Sacrifício da Missa

Por Edward Saint-Omer

Baseado na doutrina de Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja, o autor, também ele já clássico, nos oferece uma exposição bastante clara e objetiva do que é a Santa Missa e das suas quatro finalidades: na Missa, os fiéis louvam a Deus, agradecem-lhe, pedem-lhe perdão pelos seu pecados e também as graças de que necessitam.




A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

I. É Jesus Cristo a vítima oferecida na Santa Missa

O Concílio de Trento (Sess. 22) diz da Santa Missa: “Devemos reconhecer que nenhum outro ato pode ser praticado pelos fiéis que seja tão santo como a celebração deste imenso mistério”. O próprio Deus todo-poderoso não pode fazer que exista uma ação mais sublime e santa do que o santo sacrifício da Missa. Este sacrifício de nossos altares sobrepassa imensamente todos os sacrifícios do Antigo Testamento, pois não são mais bois e cordeiros que são sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que se oferece em sacrifício. “O judeu tinha o animal para o sacrifício, o cristão tem Cristo”, escreve o venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é, pois, tanto mais precioso, quanto mais acima de todos os sacrifícios dos judeus está Jesus Cristo”. E acrescenta que, “para os servos (isto é, para os judeus, no Antigo Testamento), não convinham outros animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para os amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado como cordeiro que nos livra do pecado e da morte eterna” (Ep. cont. Petrobr.). Tem, portanto, razão São Lourenço Justiniano, dizendo que não há sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o santo sacrifício da Missa (cfr. Sermo de Euch.).

quarta-feira, 22 de julho de 2015

O que o aborto tem a ver com o "casamento" gay?

Por Ryan T. Anderson

Na última semana, muitos de nós ficamos indignados ao saber que a Planned Parenthood está coletando e vendendo membros de crianças abortadas. Como a maior realizadora de abortos dos EUA, Planned Parenthood é parte do problema, no campo da "oferta". Mas, como aprendemos, nas leis da economia há dois lados, oferta e procura. O que está por trás da procura por aborto? O principal fator é o colapso da família. E a decisão da Suprema Corte que redefiniu o conceito de casamento está apenas nos levando adiante nesse caminho, colocando cada vez mais nascituros em risco. Afinal, redefinir o casamento redefine a paternidade.

Os melhores protetores de nascituros são uma forte cultura matrimonial e pessoas que levam a sério a virtude da castidade. Mas a nova visão comum de casamento o reduz a um mero contrato e torna mais difícil a promoção de uma cultura da castidade. E, como explico em meu novo livro, sem uma cultura de castidade, nós nunca teremos uma cultura pró-vida.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

IBP - Comunicado do Distrito da América Latina


Com alegria, comunicamos que no sábado, dia 22 de agosto, festa do
Imaculado Coração de Maria, padroeira secundária do Instituto Bom Pastor, será celebrada Missa Pontifical Solene de Ordenação segundo o Rito Romano Tradicional por Dom Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar de Santa Maria em Astana, em São Paulo.

Nesta cerimônia, serão conferidos o diaconato e o sacerdócio a membros do Instituto. Os Diáconos Pedro Gubitoso e Tomás Parra serão ordenados sacerdotes após os seis anos de estudos feitos integralmente no Seminário São Vicente de Paulo em Courtalain. Os subdiáconos José Luís Zucchi e Thiago Bonifácio serão ordenados diáconos.

A cerimônia será na Igreja São Paulo Apóstolo (R. Tobias Barreto, 1320, Belém, São Paulo/SP) , às 9h30.

Em nome do Superior Geral, Padre Philippe Laguérie, e de todos os padres
do IBP, agradecemos vivamente ao Cardeal Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, por sua solicitude no acordo a essa cerimônia, e a Dom Athanasius Schneider.

Todos estão convidados a se unirem a ela pessoalmente ou pela oração.

São Paulo, 16 de julho de 2015.
Pe. Matthieu Raffray Bolívar, Superior do Distrito da América Latina

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Nossa Senhora do Carmo


Dom Fernando Rifan

       Celebraremos a festa de Nossa Senhora do Monte Carmelo ou do Carmo, devoção antiquíssima na Igreja, muito difundida pelo uso do Escapulário em sua honra.
       Quase na divisa com o Líbano, o monte Carmelo, com 600 metros de altitude, situa-se na terra de Israel. “Carmo”, em hebraico, significa “vinha” e “El” significa “Senhor”, donde Carmelo significa a vinha do Senhor. Ali se refugiou o profeta Elias, que lá realizou grandes prodígios, e depois o seu sucessor, Eliseu. Eles reuniram no monte Carmelo os seus discípulos e com eles viviam em ermidas. Na pequena nuvem portadora da chuva após a grande seca, Elias viu simbolicamente Maria, a futura mãe do Messias esperado.
        Assim, Maria foi venerada profeticamente por esses eremitas e, depois da vinda de Cristo, por seus sucessores cristãos, como Nossa Senhora do Monte Carmelo.
     No século XII, os muçulmanos conquistaram a Terra Santa e começaram a perseguir os cristãos, entre eles os eremitas do Monte Carmelo, muitos dos quais fugiram para a Europa. No ano 1241, o Barão de Grey da Inglaterra retornava das Cruzadas com os exércitos cristãos, convocados para defender e proteger contra os muçulmanos os peregrinos dos Lugares Santos, e trouxe consigo um grupo de religiosos do Monte Carmelo, doando-lhes uma casa no povoado de Aylesford. Juntou-se a eles um eremita chamado Simão Stock, inglês de família ilustre do condado de Kent. De tal modo se distinguiu na vida religiosa, que os Carmelitas o elegeram como Superior Geral da Ordem, que já se espalhara pela Europa.
    No dia 16 de julho de 1251, no seu convento de Cambridge, na Inglaterra, rezava insistentemente o santo para que Nossa Senhora lhe desse um sinal do seu maternal carinho para com a Ordem do Carmo, por ela tão amada, mas então muito perseguida. A Virgem Santíssima ouviu essas preces fervorosas de São Simão Stock, dando-lhe, como prova do seu carinho e de seu amor por aquela Ordem, o Escapulário marrom, como veste de proteção, fazendo-lhe a célebre e consoladora promessa: “Recebe, meu filho, este Escapulário da tua Ordem, que será o penhor do privilégio que eu alcancei para ti e para todos os filhos do Carmo. Todo aquele que morrer com este Escapulário será preservado do fogo eterno. É, pois, um sinal de salvação, uma defesa nos perigos e um penhor da minha especial proteção”. O Papa Pio XII, na carta dirigida a todos os carmelitas, em 11 de fevereiro de 1950, escreveu que entre as manifestações da devoção à Santíssima Virgem “devemos colocar em primeiro lugar a devoção do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo que, pela sua simplicidade, ao alcance de todos, e pelos abundantes frutos de santificação, se encontra extensamente divulgada entre os fiéis cristãos”. Mas faz uma advertência sobre sua eficácia, para que não seja usado como superstição: “O sagrado Escapulário, como veste mariana, é penhor e sinal da proteção de Deus; mas não julgue quem o usar poder conseguir a vida eterna, abandonando-se à indolência e à preguiça espiritual”. 

terça-feira, 14 de julho de 2015

"Casamento" gay: consequência da contracepção

contraception

Por Steve Skojec.


Nota do Editor: esta é uma republicação de um artigo de 2013 que antecipou a decisão da Suprema Corte Americana. Nós apresentamos para a sua reflexão, visto que prossegue o debate sobre esse tema.

Novamente, os defensores do "casamento" gay vêm ao debate insistindo que o casamento é um direito civil, o que é um sofisma. Essa suposição não seria possível se certas falácias lógicas não fossem generalizadas.

Primeiramente, há aí uma falsa compreensão de que o casamento é um direito. Casamento não é um direito - não para qualquer um - é uma permissão. A diferença entre liberdade e permissão não tem sido bem compreendida, uma maneira simples de distinguir um direito de uma permissão é que, no caso da segunda, você precisa de uma autorização para praticar o ato. Dirigir requer uma autorização. Começar um negócio requer uma autorização. Ser um barbeiro requer uma autorização. E, é claro, casar requer uma autorização.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Pe. João Paulo Dantas participa da VIII Conferência Litúrgica Internacional de Fota (Irlanda)

Por Gregory Dipippo.

A 5ª Sessão da VIII Conferência Litúrgica Internacional de Fota ocorreu na manhã de segunda-feira, 06 de julho, dirigida pelo Cardeal Pell, tendo como moderador o prof. Manfred Hauke. Dois trabalhos foram apresentados, um pelo Cardeal Burke, e outro pelo pe. Sven Conrad, FSSP.



Card. Burke e Pe. Sven Conrad, FSSP.

A morte


Por Edouard Clerc


Por mais que não pensemos nela, cedo ou tarde todos teremos de enfrentar-nos com a morte. Por isso, importa estar sempre preparado para esse momento, sem, contudo, viver numa paranóia contínua. O ponto é que a morte, para o cristão, é um encontro.













PENSAR NA MORTE

É necessário pensar na morte, evitando, por outro lado, que se torne uma idéia fixa, pois pensar nela o tempo todo é doentio ou, pelo menos, negativo. Positivo é desejar a Vida Eterna como um fim que presida a toda a vida terrena. A morte será, assim, o meio de alcançarmos a verdadeira vida, para a qual fomos criados.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Padre Almir de Andrade na Amazônia

Em uma parte da Amazônia, o tempo parece ter parado há 50 anos.
No povoado de Jacarequara, municípo do Acará, distante aproximadamente 60 kms. de Belém, Padre Almir de Andrade celebrou novamente a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano.

Ele repetiu na  Santa Missa algumas orações que as velhas senhoras ensinam a seus filhos e ainda hoje rezam, em um latim próprio, mais perto do som de que de seu real significado.
Ao reconhecerem a volta do antigo rito, uma forte emoção preencheu o lugar em atmosfera de reencontro com o sagrado.

Devido a sua distância e a dificuldade de contato com a capital do estado do Pará, a vila de Jaquarequara ficou isolada dos ventos vindos da primavera da modernidade.
Talvez por isso o povo tenha mantido sua fé, renovando-a anualmente através de procissões em homenagem a Nossa Senhora do Carmo,padroeira da localidade.

Poucos padres aparecem por lá, menos ainda assistência do setor público do Brasil. O acesso, antes somente possível via fluvial, é agora também disponível através de estrada por ramais de terra batida.

As religiões protestantes tem buscado a conquista daquelas almas com algum sucesso, mas tem fracassado na comunidade de Jacarequara pela devoção que o povo mantém a Nossa Senhora. Um caso de milagre de devoção comparável ao grandes feitos católicos de outrora.

Na manhã do dia 05 de Julho de 2015, em um pequeno povoado no meio da floresta amazônica, ouviu-se novamente o padre entoar "Introibo ad altare Dei" e o povo responder: "Ad Deum qui laetificat juventutem meam".

Nem tudo está perdido....






sexta-feira, 3 de julho de 2015

A Gravidade dos Pecados do Padre


Fonte: Dominus Est

É extremamente grave o pecado do padre, porque peca com pleno conhecimento: sabem bem o mal que faz. Ensina Santo Tomás que o pecado dos fiéis é mais grave que o dos infiéis, precisamente porque os fiéis conhecem melhor a verdade; ora, as luzes dum simples fiel são bem inferiores às de um sacerdote. O padre é tão instruído na lei de Deus, que a ensina aos outros: Porque os lábios do sacerdote hão de guardar a ciência, e é da sua boca que os outros aprenderão a lei.

É muito grave o pecado de quem conhece a lei, porque de nenhum modo pode desculpar-se com a ignorância. Pecam os pobres seculares, mas no meio das trevas do mundo, afastados dos sacramentos, pouco instruídos nas coisas espirituais, envolvidos nos negócios do século. Como apenas têm um fraco conhecimento de Deus, não vêem bem o mal que fazem, pecando: sagittant in obscuro, — arremessam as suas frechas na obscuridade como diz Davi.

Os padres ao contrário estão cheios de luz, pois eles mesmo são os luzeiros destinados a alumiar os outros: Vós sois o luz do mundo. Sem dúvida, devem os padres estar muito instruídos, depois de terem lido tantos livros, ouvido tantos sermões, feito tantas meditações e recebido dos seus superiores tantos avisos! Numa palavra, foi-lhes dado conhecer a fundo os divinos mistérios. Sabem pois perfeitamente quanto Deus merece ser servido e amado, conhecem a malícia do pecado mortal, que é um inimigo tão contrário a Deus que, se Deus pudesse ser aniquilado, o seria por um só pecado mortal, como ensina S. Bernardo: “O pecado tende a destruir a divina bondade”; e noutro lugar: “O pecado, quanto lhe é possível, aniquila a Deus”. Diz o autor da Obra imperfeita que o pecador, tanto quanto depende da sua vontade, faz morrer Deus”.

De fato, ajunta o Pe. Medina, o pecado mortal tanto desonra e desagrada a Deus que, se Deus fosse susceptível de tristeza, o pecado o faria morrer de pura dor. Tudo isso sabe o padre muito bem, e conhece por igual a obrigação em que está, como padre, cumulado de benefícios de Deus, de o servir e amar. Assim, diz S. Gregório, quanto melhor vê a enormidade da injúria que faz a Deus, pecando, mais grave é o seu pecado. Todo o pecado da parte do padre é um pecado de malícia, semelhante ao dos anjos, que pecaram na presença da luz. É ele o anjo do Senhor, diz S. Bernardo, falando do padre, e de certo modo peca no Céu, pecando no estado eclesiástico. Peca no meio da luz, o que faz que o seu pecado, como fica dito, seja um pecado de malícia: não pode pois alegar ignorância, porque sabe que mal é o pecado mortal; também não pode alegar fraqueza, porque conhece os recursos para se tornar forte, se quiser valer-se deles. Se o não quer, a culpa é sua: Não quis entender para praticar o bem. Pecado de malícia, diz Sta. Teresa, é aquele a que o pecador se decide cientemente; e afirma noutro lugar que todo o pecado de malícia é pecado contra o Espírito Santo. 

O alvo principal dos jihadistas sempre foi Roma

Por Roberto de Mattei.

Em 26 de junho de 2015, ocorreu a primeira decapitação islâmica em solo europeu, desde a Batalha de Viena (1683), enquanto o "líder" do Ocidente, Barack Obama, comemorava triunfalmente a legalização do "casamento" homossexual, imposta pela Suprema Corte Americana a todos os estados da União.

Há exatamente vinte anos, em 21 de maio de junho de 1995, era inaugurada oficialmente a mesquita de Roma, a maior da Europa, apreentada como centro de diálogo ecumênico e paz religiosa. A única voz de protesto lançada na Itália foi do Centro Cultural Lepanto, que organizou um rosário de reparação na Igreja de São Luiz Gonzaga, contígua à mesquita, e definiu, num comunicado, a construção do centro islâmico no coração da Cidade Eterna, como "um ato de gravidade simbólica inaudita. Roma é o centro da Fé católica: o islã nega as raízes e as verdades fundamentais de nossa fé e se propõe a implantar seu domínio universal no que foi a Cristandade".


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Superior Geral da FSSPX depois da visita do Vaticano aos seus seminários: "Francisco tem cumprido suas promessas, ele nos vê como católicos"

RORATE-CAELI - No sábado, 27 de junho, o jornal conservador francês Présent publicou uma entrevista com o Superior Geral da FSSPX, Dom Bernard Fellay, sobre o desenvolvimento surpreendentemente positivo do diálogo com a Fraternidade, e o que eles esperam para o futuro.

Por ocasião da bênção dos sinos da capela da escola Saint-Michel de La Martinerie, em Chatearoux, Dom Fellay atualizou o Présent sobre a FSSPX, da qual ele é Superior.

sábado, 27 de junho de 2015

Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais

CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

INTRODUÇÃO

1. Diversas questões relativas à homossexualidade foram recentemente tratadas várias vezes pelo Santo Padre João Paulo II e pelos competentes Dicastérios da Santa Sé.(1) Trata-se, com efeito, de um fenómeno moral e social preocupante, inclusive nos Países onde ainda não se tornou relevante sob o ponto de vista do ordenamento jurídico. A preocupação é, todavia, maior nos Países que já concederam ou se propõem conceder reconhecimento legal às uniões homossexuais, alargando-o, em certos casos, mesmo à habilitação para adoptar filhos. As presentes Considerações não contêm elementos doutrinais novos; entendem apenas recordar os pontos essenciais sobre o referido problema e fornecer algumas argumentações de carácter racional, que possam ajudar os Bispos a formular intervenções mais específicas, de acordo com as situações particulares das diferentes regiões do mundo: intervenções destinadas a proteger e promover a dignidade do matrimónio, fundamento da família, e a solidez da sociedade, de que essa instituição é parte constitutiva. Têm ainda por fim iluminar a actividade dos políticos católicos, a quem se indicam as linhas de comportamento coerentes com a consciência cristã, quando tiverem de se confrontar com projectos de lei relativos a este problema.(2) Tratando-se de uma matéria que diz respeito à lei moral natural, as seguintes argumentações são propostas não só aos crentes, mas a todos os que estão empenhados na promoção e defesa do bem comum da sociedade.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Pedra por pedra

Por Dom Alberto Taveira Corrêa.

Pedro vem de pedra, Pedro vem de Simão, Simão, irmão de André, Simão companheiro de Paulo, Pedro escolhido para confirmar os irmãos. Pedro, homem escolhido para fundamento, ponto de unidade, ainda que limitado e fraco. Apenas uma brincadeira com as palavras? Uma realidade, diante da qual nos inclinamos respeitosos, pela grandeza da obra realizada por Deus. Celebramos a Festa de São Pedro, e com ela a unidade e a missão da Igreja.

         Hoje, o Sucessor de Pedro tem nome de Francisco, e Francisco, o de Assis, encontrou um dia uma igreja em ruínas, dedicada a São Damião. O Senhor crucificado lhe dirigiu a palavra, pedindo-lhe para reconstruir. Francisco entendeu "igreja" e Jesus queria dizer "Igreja", a Igreja! Aquela que está sempre em construção, pois, nascida como esposa imaculada do lado do Senhor crucificado, é confiada aos homens e mulheres de todos os tempos, até a volta do Senhor. Como edificá-la? Francisco de Assis entendeu: "Se você quiser servir a Deus, faça poucas coisas, mas as faça bem, pedra por pedra, com esperança de ver Jesus, dia após dia, com alegria!".

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Congregação para a Doutrina da Fé: aparições de Medjugorje são falsas

SENZA PAGARE - Durante a reunião plenária da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, Prefeito da Congregação, divulgou o parecer da Santa Sé em relação às aparições de Medjugorje (Bósnia-Herzegovina) e aos respectivos videntes. A conclusão apresentada é que nunca aconteceu nenhum evento sobrenatural em Medjugorje. Este parecer foi apresentado pela "Comissão Ruini", constituída pelo Papa Bento XVI para investigar os ditos fenómenos e as mensagens da Virgem Maria que são tornadas publicas regularmente pelos videntes desde 1981.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A Cruz de Nosso Senhor e as nossas.

"Que todos nós escolhamos a atitude do bom ladrão; neste mundo não aspiramos mais que isso, sermos o bom ladrão!"

Os católicos estamos, hoje, mais que em qualquer outro dia do ano, sob o peso da Cruz e das cruzes. Mas não apenas nós católicos carregamos cruzes. Todos que nasceram neste mundo carregam suas cruzes, quer estejam ou não conscientes disso. Quando Jesus foi crucificado, Ele teve dois companheiros: o bom e o mau ladrão. No Calvário, nos foi apresentado a cena da realidade da vida; todos carregamos nossas cruzes. Uns as carregam tendo a consciência plena de sua presença, de seu peso e de sua razão de ser. Estes, como o bom ladrão, admitem suas culpas, percebem que as cruzes que carregamos são muito mais leves que a de Nosso Senhor e, mais importante ainda, que a d’Ele foi carregada e sofrida por nós e por causa de nós. Estes, pedem perdão a Ele e pedem a salvação ao Pai, em nome d’Ele. Os outros, como o mau ladrão, sentem o peso de suas cruzes, reclamam do excesso de vicissitudes, procuram se desvencilhar delas, procurando os prazeres do mundo e, mais importante, imprecam contra Nosso Senhor. Criam um mundo artificial, pleno de gozo, na esperança de aliviar o peso. O peso só aumenta, à medida que aumenta a fome de prazer.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Laudato Si’, a encíclica antignose

“Omnis creatura bona”. Todas as criaturas são boas, escreveu São Paulo na sua Primeira Carta a Timóteo, retomando as palavras do Gênesis. A fé bíblica, ao contrário de muitas doutrinas filosóficas e religiosas, sempre reconheceu e constatou que todas as coisas e todas as criaturas (a começar pelo homem) saíram diretamente das mãos de Deus. A Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, parte do mesmo olhar cristão sobre a Criação. Deste manancial surge a originalidade contundente e persuasiva de suas considerações aplicadas à crise ecológica que ameaça o mundo. Dali extrai também antídotos preciosos contra as dinâmicas autodestrutivas do modelo de desenvolvimento dominante. E documenta, ao mesmo tempo, a distância intransponível entre a experiência cristã e as correntes de pensamento neognóstico que depreciam a matéria e a Criação como um “mal” que deve ser superado.




segunda-feira, 22 de junho de 2015

Conferência Summorum Pontificum em Roma - 13-14 de Junho. Sinais de Esperança para o Futuro

Domingo, 14 de junho, na Capela do Santíssimo Sacramento, na Basílica de São Pedro, Cardeal Velasio de Paolis, um dos autores do livro "Remaining in the Truth of Christ", celebrou Missa Pontifical para os participantes da Conferência Summorum Pontificum, a qual nós anunciamos em Rorate meses atrás. A Missa Pontifical foi o ato de encerramento da conferência realizada na [Universidade] Angelicum (4ª Conferência Summorum Pontificum), organizada pelo Pe. Vincenzo Nuara, OP, da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, com o auxílio do Pe. Marino Neri.

Trezentas pessoas estavam presentes nos vários painéis, com palestras do Cardeal Burke (sobre a Tradição como fundamento da liturcia católica); do Prof. Giovanni Turco, da Universidade de Udine (a virtude da religião e do verdadeiro culto em Santo Tomás); Dom Athanasius Schneider (imagem abaixo, sobre comunhão e sacrifício); Mons. Marco Agostini, Cerimoniário Pontifício (sobre o altar na história do culto), entre outros. A palestra de Dom Cassian Folsom foi particularmente útil, explicando como Bento XVI desfez o nó que permitiu o reconhecimento de ambas as formas do rito romano, uma grande proeza da lei litúrgica.

Foi notável também a curta intervenção do Cardeal Müller, sobre "Tradição como princípio característico da teologia católica", contendo alusões à presente situação pré-Sínodo ("não é o número de bispos favoráveis a uma opinião que interessa, mas a sua [deles] qualidade doutrinal").

(Baseado no relatório do correspondente dos nossos amigos do blog Riposte Catholique, presente no evento).

Fonte: Rorate Caeli

sábado, 20 de junho de 2015

Encíclica Laudato Si’ é baseada no Magistério da Igreja e não em “conselheiros ocultos”

Por Andrea Gagliarducci.

VATICANO, 18 Jun. 15 / 02:00 pm (ACI/EWTN Noticias).- “Apesar de várias pessoas presumirem ter dado suas ‘contribuições’ à redação da nova encíclica do Papa Francisco ‘Laudato Si’’, o texto final não pode ser atribuído a nenhum destes ‘conselheiros ocultos’, porque o documento é baseado no Magistério da Igreja”. Assim indicou Dom Mario Toso, Bispo de Faenza-Modigliana e anteriormente Secretário do Pontifício Conselho Justiça e Paz durante cinco anos, até janeiro de 2015, quando foi eleito pelo Papa Francisco para encabeçar esta diocese localizada no norte da Itália.

“Não há dúvida de que houve muitas contribuições, muitas sugestões foram submetidas ao Papa para a redação da encíclica”, declarou o Bispo em entrevista ao Grupo ACI.

Dom Toso afirmou também: “Qualquer contribuição individual, caso tenha sido aceita, incorporou-se dentro de uma estrutura que em si não está apoiada nestas contribuições, a não ser na continuidade com o magistério prévio”.

Depois dos primeiros rumores sobre os conteúdos da encíclica, o polêmico teólogo brasileiro Leonardo Boff – conhecido promotor da teologia marxista da libertação e autodenominado “ecoteólogo” – disse que tinha dado seus aportes na redação da encíclica.